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Duane Michals: Narrativa, representação e realidade (Parte I)

Renomado por suas sequências de imagens que questionam a relação entre representação e realidade, o fotógrafo norte-americano Duane Michals explora os limites da linguagem fotográfica. No post de hoje (o primeiro de quatro que faremos), apresentamos uma dessas sequências, de 1972.

Retrato de Duane Michals

Que ingênuo da minha parte ter acreditado que seria fácil.

Confundi a aparência de árvores, carros e pessoas com a própria realidade.
E acreditei que a fotografia dessas aparências era uma fotografia da realidade.
É uma verdade melancólica:
nunca conseguirei fotografá-la, posso somente falhar.
Sou um reflexo fotografando outros reflexos dentro de um reflexo.
Fotografar a realidade é fotografar nada.

Leitura de Duane Michals do texto “Photography & Reality”,
proferida no International Center of Photography.
Nova York, 11 de fevereiro de 1987
Foto: Duane Michals
Foto: Duane Michals
Foto: Duane Michals
Foto: Duane Michals
Foto: Duane Michals
Foto: Duane Michals

“[Chance Meeting] Envolve gays saindo em busca de parceiros, dois caras que se atraem na rua, passando um pelo outro como navios à noite”, conta o fotógrafo em entrevista. Afora a questão de gênero, presente em alguns trabalhos de Michals, é possível observar também reflexões em torno da linguagem fotográfica: o “encontro ao acaso” fotografado de forma controlada, certa fantasmagoria das imagens, além da questão de invisibilidades – dos personagens e suas tensões – sendo representadas. O que é real? O que é construção do espectador? Perguntas suscitadas com frequência na obra de Michals.

11/03/2016

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