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Angélica Dass: Humanæ

Retrato de Angélica Dass

Angélica Dass é uma fotógrafa brasileira que vive em Madri, Espanha. Nascida no Rio de Janeiro, ela tem plena consciência de como pequenas diferenças no tom de pele podem inchar em grandes equívocos e estereótipos sobre raça. Ela é a criadora do internacionalmente aclamado projeto Humanæ, uma coleção de retratos que revelam a beleza diversificada das cores humanas. A iniciativa viajou para mais de 30 países em seis continentes – do Fórum Econômico Mundial em Davos às páginas da National Geographic – para promover um diálogo que desafia o modo como pensamos sobre a cor da pele e a identidade étnica.

Foto: Angélica Dass
Foto: Angélica Dass

Humanae é um trabalho em andamento, que pretende implantar uma gama cromática das diferentes cores da pele humana. Quem posa é um voluntário que conhece o projeto e decide participar. Segundo Dass, não há seleção prévia de participantes e não há classificações relacionadas à nacionalidade, sexo, idade, raça, classe social ou religião. Também não existe uma intenção explícita de terminá-lo em uma data específica. É aberto em todos os sentidos e incluirá todos aqueles que desejam fazer parte desse colossal mosaico global. O único limite seria alcançado completando toda a população do mundo.

Foto: Angélica Dass

O projeto é um inventário cromático que reflete sobre as cores, além das fronteiras de nossos códigos, usando como referência o sistema de cores PANTONE®.

Foto: Angélica Dass
Foto: Angélica Dass

Em entrevista à Fundação Ibere Camargo, Dass afirma “Ao longo desses anos percebi que eu não falava apenas sobre mim mesmo ou de cor, mas como nos vemos e a maneira como vemos os outros. A diversidade é um recurso inestimável para a espécie humana. Basicamente, temos duas coisas em comum: somos seres humanos e somos únicos. É a essência de cada um, uma pequena parte de um vasto mosaico humano que emerge neste imenso afresco de fotos”.

Foto: Angélica Dass
Foto: Angélica Dass

O grande impacto que eu tive foi através da educação, desenvolvendo o Humanae com os educadores, a partir de oficinas associadas às exposições. Eu sempre peço a elas que me deem um feedback sobre a impressão do projeto em sala de aula. E os educadores dizem: “Em minha aula, nunca mais um aluno falou ‘lápis cor da pele’. E se alguém fala, os colegas corrigem”. Isso é muito importante, porque eles se corrigem, corrigem os pais, os amiguinhos. Veja quanta cor da pele existe no mundo. Isso me mostra que estamos no caminho certo.

Angélica Dass

Fica também a nossa sugestão de assistir a palestra da fotógrafo no TED Talk, no qual ela aborda as suas inspirações, motivações e impressões a respeito do seu projeto Humanæ.

23/06/2020

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