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Posts tagged ‘fotografia autoral’

11
jan

Tensão silenciosa das fotografias de Maria Svarbova

Retrato de Maria Svarbora

Nascida em 1988, a fotógrafa autodidata Maria Svarbova estudou restauração e arqueologia. Nesse mesmo período, a fotografia surgiu como um hobby, para logo virar profissão em tempo integral. Hoje ela é contratada de grandes marcas, entre elas, a Vogue americana.

A inspiração da artista está nas pessoas normais e em suas rotinas, mas as narrativas de Sarbova não entregam a história completa para que as pessoas reflitam a respeito dos cenários capturados.

Série Plastic World, por Maria Svarbova

Svarbova tem um cuidado notável em suas composições, utilizando uma paleta de cores bem planejada e criando espaços amplos em cenários minimalistas. As fotografias causam uma tensão silenciosa, um convite para uma pausa contemplativa.

A série Swimming Pool, uma das mais conhecidas da artista, foi criada em 2014 e continua até hoje. O projeto surgiu quando, em busca de locações fotográficas interessantes, Svarbova se deparou com as piscinas públicas construídas na Era Socialista na Eslováquia. O cenário contribui perfeitamente para o seu estilo minimalista e simétrico. Na série, os modelos são apresentados em movimentos congelados e com coloração fria o que enfatiza ainda mais o colorido das roupas. A preocupação com qualidade técnica e riqueza de detalhes também é uma característica evidente da fotógrafa.

Série Swimming Pool, por Maria Svarbova

Série Swimming Pool, por Maria Svarbova

Série Swimming Pool, por Maria Svarbova

Outra série interessante de Maria Svarbova é a Plastic World (mundo plástico), na qual os personagens agem como manequins, com total ausência de emoções. As fotografias desafiam o observador a questionar os papéis enraizados que desempenhamos na sociedade e nossa aparente incapacidade de mudar esse destino pré-determinado da vida.

Série Plastic World, por Maria Svarbova

Série Plastic World, por Maria Svarbova

O trabalho de Maria Svarbova já foi destaque em jornais e revistas de grande repercussão, como The Guardian, EL Pais, Leica, Vogue, Cosmopolitan e Harper’s Bazaar. Em 2017, ela entrou para a lista dos “Under 30″ revista da Forbes que reúne os jovens mais bem sucedidos abaixo dos 30 anos.

Para conhecer muito mais do trabalho da Maria Svarbova, acesse suas redes sociais e sites.
https://www.mariasvarbova.com/

4
jan

A diversidade retratada por Rubén Plasencia

Retrato de Rúben Plascencia
Retrato de Rúben Plascencia
Foto: www.laopinion.es

Rúben Plasencia é um fotógrafo espanhol que retrata em suas fotografias temas relacionados a preconceitos, culturas desconhecidas e emoções. Seu talento é reconhecido mundialmente, tendo concorrido a prêmios como o Festival Le Voyage à Nantes, em Nantes e o Festival Circulation, em Paris, ambos em 2014. Apesar de hoje ser um artista de sucesso, reconhece que sempre há uma fase conturbada na carreira de todos os artistas, fase que ele retratou em sua série ‘’O Artista Desconhecido”, produzida no ano de 2015.

The Unknown Artist

The Unknown Artist

The Unknown Artist

The Unknown Artist

 

Nesta obra, Plasencia retrata, como o próprio nome diz, os artistas desconhecidos. Pode ser ser observado que Plasencia oculta os rostos dos artistas e justifica essa escolha na descrição do seu projeto em seu próprio site.

“Eles começam sem rosto, sem referências, apenas com suas próprias ferramentas para enfrentar um mundo tão complexo da arte. Com apenas a melhor carta que poderiam ter: sua obra de arte.”

Rúben Plasencia começou a obter reconhecimento por suas obras algum tempo depois do início de sua carreira, sempre retratando aspectos que não são muito debatidos pela sociedade. Por exemplo, em “Luta Canária”, Plasencia retrata os lutadores da Canarian Wrestling”, uma luta tradicional do Oriente que é bastante desconhecida no Ocidente. Com isso, foca em uma cultura diferente daquela a qual estamos habituados.

Lucha Canaria

Lucha Canaria

Seu debate visual sobre culturas diferentes e preconceito atinge o ápice na obra Obscure, produzida em 2013. Nesta obra, pessoas cegas são fotografadas com intuito de debater sobre a “verdadeira essência do ser”.  A série fotográfica de Plasencia entra no assunto de preconceito, padrões de beleza e doenças genéticas, abrangendo assim uma série de assuntos polêmicos que não costumam ser debatidos pelas sociedades.

O site Lens Culture, traz um artigo escrito por Plasencia, no qual o fotógrafo explica suas fotografias, contando o que pensou ao realizá-las e o que quer transmitir com elas:

“Preconceitos e estereótipos racistas continuam a dominar nossas sociedades – julgamentos que são feitos em um nível que é apenas superficial. Em “Obscure”, criei retratos dos cegos. Esses rostos criam uma zombaria de nossa dependência irrefletida da visão. Um cego procura formas mais confiáveis de ler nas entrelinhas e entender as essências, não sendo mais capaz de recorrer à visão como o único meio confiável.”

Para o fotógrafo a importância do projeto está em nos colocar de frente aos olhos daqueles que não podem ver e que através disto possamos valorizar o que significa ter a visão.


Resultado de imagem para obscure ruben

Obscure

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Obscure

Ainda longe de encerrar a carreira, Rúben Plasencia crava sua importância no mundo fotográfico e social, ao retratar em suas obras temas tão profundos e pouco debatidos.

Hub ESPM
21
dez

Carine Wallauer: fotografia para encontrar-se

Retrato de Carine


Carine Wallauer é uma fotógrafa que vem conseguindo destaque nacional e internacional, já tendo participado de exposições coletivas no Brasil, Canadá, Turquia e Estados Unidos. Formada em Comunicação Social, produz um trabalho autoral e artístico. Atualmente, é fotógrafa no UOL online.

Sua primeira exposição individual, chamada Visões Elevadas de Eros, foi em Porto Alegre, no ano de 2013. De acordo com fotógrafa, “foi um trabalho que nasceu de forma orgânica”. Em entrevista ao blog do Centro de Fotografia da ESPM, Carine diz que, nele, contou muito o modo como sentia a vida. Na época, tinha 20 anos, e estava vivendo tantas coisas pela primeira vez, se relacionando com o mundo.

Carine Wallauer
 

O impulso para a série de fotos se transformar em um projeto foi o financiamento coletivo chamado É Preciso Arrumar a Casa. Carine e mais cinco amigos se juntaram para financiar seus primeiros fotolivros. Assim, no ano seguinte à publicação, foi indicada a artista revelação no Prêmio Açorianos de Artes Plásticas.

Carine Wallauer

Em 2015, lançou seu segundo fotolivro, O Vazio É um Espelho, e, por este trabalho, recebeu menção honrosa no Paraty em Foco. Ainda teve sua segunda exposição individual na Galeria Lunara da Usina do Gasômetro em 2016. No mesmo ano, lançou uma segunda edição do trabalho em parceria com a Azulejo, com eventos de lançamento na SP Arte Foto (Brasil) e no Paris Photo (França).

Carine Wallauer

Além da fotografia, Carine trabalhou em dois curtas-metragens, lançados em 2016: O último dia antes de Zanzibar (Avante Filmes) e Temporal (Asamayama Filmes). Pelo segundo, recebeu o prêmio de melhor direção de fotografia no Festival de Cinema de Gramado e na Mostra SESC Curtas em 2017 e foi indicada ao Prêmio ABC, entregue pela Associação Brasileira de Cinematografia. Carine afirma que, como é diretora de fotografia nas produções, a forma como se expressa na fotografia still conversa muito com o modo que ela constrói narrativas audiovisuais.

Ela revela que algo maravilhoso de sua profissão é “a constante oportunidade de conhecer pessoas e lugares e, nessas trocas, me envolver cada vez mais profundamente comigo mesma.”

Conheça outros trabalhos da Carine Wallauer:

Carine Wallauer para empresa Vans.
 
Carine Wallauer para empresa gaúcha Insecta Shoes
 
 
Carine Wallauer para empresa gaúcha Insecta Shoes
 
Redigido por Júlia Berrutti
Hub – ESPM-Sul