Skip to content

Posts tagged ‘Clóvis Dariano’

14
jan

O desafio de dominar a luz na fotografia pode ser o seu diferencial no mercado.

Foto: Schari Kozak

Em um mercado tão saturado de imagens, todo o conhecimento técnico é extremamente relevante para que seu trabalho se destaque dentre milhares de fotógrafos. O acesso à informação e às tecnologias trouxeram muitos benefícios, sem dúvida, mas também possibilitou com que muitos fotógrafos amadores e iniciantes tenham hoje acesso fácil à uma fatia do mercado. Isto acontece, especialmente, pela valorização do equipamento fotográfico, como se este fosse o único responsável por uma boa fotografia, mas todos nós sabemos que não é bem por aí.

O conhecimento técnico é crucial para que um fotógrafo tenha o domínio completo da imagem. Compreender os fundamentos básicos faz com que ele tome decisões conscientes sobre que configuração utilizar para cada situação. Neste mesmo raciocínio, a compreensão da luz deve ser encarada como conhecimento primordial, já que o termo fotografia significa escrita com a luz. Sendo assim, se o fotógrafo não compreende as características básicas da luz, não conhece os equipamentos disponíveis, seus efeito e capacidades, está na hora de correr atrás do prejuízo.

Pensando nisto, preparamos três dicas essenciais para quem quer tem maior domínio da luz na fotografia:

> A primeira dica é colocar a mão na massa. Por mais que você estude a teoria, a fotografia é uma disciplina prática, portanto é com ela que você atingirá seus objetivos de aprendizagem. É comum que os fotógrafos tenham medo de mexer nos equipamentos. Por isto o primeiro passo é perder este medo, para tanto você deve experimentar o equipamento que você tiver disponível, inclusive a luminária de sua casa! Lembre-se, não é o equipamento que faz a fotografia.

> A dica número dois é deixar a preguiça de lado. Nem parece uma dica, mas acontece com frequência, muitos alunos tem preguiça ou falta de paciência para testar variações da mesma fonte de luz. A nossa sugestão é que você monte um cenário fotográfico, fixe sua câmera em um tripé e busque variar a direção da luz (de cima, de baixo, de lado, etc.), a distância entre a fonte e o objeto fotografado, etc. São diversas possibilidades para experimentar. Use este momento como um laboratório de aprendizagem, seja qual for o equipamento que tens em mãos.

> Dica número três é tão simples quanto as anteriores, tire um tempo para analisar os resultados. De nada adianta você experimentar diversas posições de luz se não parar para analisar o resultado final, as diferenças entre uma fotografia e outra. Como as sombras e texturas se revelaram ou desapareceram ao modificar a luz.

Tenha um roteiro em mente, execute e compare!

A gente tem uma última dica para você. Aqui na ESPM-Sul já é tradição na nossa grade de cursos de férias, o curso Dominando a Luz e Criando um Estilo, com o artista e fotógrafo Clóvis Dariano. Neste curso o aluno terá espaço para praticar as dicas listadas acima, mas, também, aprenderá a identificar diferentes equipamentos de iluminação de estúdio, os efeitos de cada um deles, além de desenvolver habilidades como percepção aguçada e senso de composição.

Retrato Clóvis Dariano

Foto: Rodrigo Castilhos

Foto: Schari Kozak

O curso vai acontecer nos dias 21, 22, 23 e 24 de janeiro, aqui na ESPM-Sul.
Para mais informações e inscrições acesse aqui.

Foto: Juliano Araujo

24
abr

Os objetos inexplicáveis de Clovis Dariano

 

 

Até 30 de maio, o professor do Centro de Fotografia da ESPM-Sul Clovis Dariano apresenta a exposição Objetos Inexplicáveis na galeria Bolsa de Arte (Visconde do Rio Branco, 365). A mostra, composta por 16 trabalhos em grande e médio formato, traz fotografias que colocam em evidência um misterioso objeto, posicionado em meio a paisagens de campo e praia.

 

 

 

“Não é um objeto aplicado, fotografado separadamente”, conta Dariano a quem fica intrigado pela posição do objeto nas fotos. É o próprio fotógrafo quem intervém fisicamente na paisagem – uma interferência “não ruidosa”, nas palavras de Dariano. Afora o objeto em suspensão, o horizonte é outro elemento recorrente. Dariano conta que buscou paisagens com características de planície, e brinca: “Cidreira é o maior estúdio do mundo”, referindo-se a uma das locações do trabalho.

 

 

 

As imagens vêm sendo obtidas desde 2012 – há também fotografias feitas em outras situações geográficas, que não estão presentes na mostra da Bolsa de Arte. O objeto em destaque nas fotografias tem origem anterior, na série Simbiose, exibida no ano 2000, na Usina do Gasômetro – um exemplo da recente retomada de trabalhos mais antigos por parte do fotógrafo.

 

 

 

Clovis Dariano estudou pintura com Paulo Porcella de 1965 a 1967, diplomou-se como técnico em propaganda em 1969, cursou o Instituto de Artes da UFRGS de 1970 a 1974, realizou pesquisas em arte conceitual com Julio Plaza de 1972 a 1973, estudou gravura em metal com Iberê Camargo em 1973 e fotografa e dirige o seu próprio estúdio desde 1970. Em 1977 funda o “Nervo Óptico – uma publicação aberta às novas poéticas visuais”, juntamente com os artistas Carlos Asp, Carlos Pasquetti, Mara Álvares, Telmo Lanes e Vera Chaves Barcellos. Possui obras no Museu Francês da Fotografia, Museu de Arte da UFRGS, na coleção Joaquim Paiva, Coleção Gerdau, entre outras.

 

 

 

Exposição Objetos Inexplicáveis, de Clovis Dariano
Galeria Bolsa de Arte (Visconde do Rio Branco, 365 – Bairro Floresta / Porto Alegre)
De 23 de abril a 30 de maio de 2015
Visitação de segunda à sexta-feira, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 13h30

 

14
nov

Leitura de trabalhos conclui Curso Anual de Fotografia de 2014

Os alunos do Curso Anual de Fotografia da ESPM-Sul concluíram nesta quinta-feira, 13 de novembro, a formação iniciada em março e desenvolvida ao longo de 2014 nos Módulos Básico e Avançado. O grupo teve a oportunidade de apresentar seus trabalhos aos professores Claudio Meneghetti, Clovis Dariano e Eduardo Veras, em um formato de leituras individuais com cada um dos convidados.

Foto: Daniel Hunter.

“Fiquei muito satisfeito com os resultados, o nível da turma está ótimo. Muitos trabalhos saem daqui prontos para serem expostos”, diz Dariano. Veras destaca a resolução formal e técnica dos projetos, bem como a coerência entre as intenções dos alunos e as imagens apresentadas. “Percebi uma homogeneidade nesse sentido, ao mesmo tempo que vi propostas muito variadas”, conta.

A experiência, similar a uma leitura de portfólios, cada vez mais frequente em festivais e mostras de fotografia, possibilita um momento de aprendizado muito particular. “Você passa a aproveitar cada leitura, construindo uma visão sobre as imagens a partir dos olhares de quem comenta os trabalhos”, explica Meneghetti.

Foto: Daniel Hunter.

“Não fosse a troca de ideias ao longo do curso, o trabalho final não sairia. Muito do que eu trouxe hoje vem das referências apresentadas nas aulas”, conta a aluna Carolina Mascia. Já Arthur Crespo ressalta a transformação do entendimento que tinha da fotografia ao ingressar no curso. “O mais importante é a abertura de perspectivas, uma nova visão da fotografia, e não só do fotografar”, diz.

Foto: Carlos Ferrari.

15
jul

Encerramento do Módulo de Formação tem leitura de ensaios com Clóvis Dariano

Foto: Schari Kozak

No último sábado, 12 de julho, foi a vez da Turma B do Curso Anual de Fotografia da ESPM-Sul ter o seu momento de conclusão do Módulo de Formação. Os alunos apresentaram ensaios para o fotógrafo Clóvis Dariano, que também é professor do Módulo Avançado do Curso. O encontro possibilitou uma leitura dos trabalhos a partir de critérios de iluminação e enquadramento e também de questões mais conceituais, relacionadas às narrativas construídas pelas séries.

Foto: Schari Kozak

“Chega um momento em que, de tão envolvidos com o nosso trabalho, algumas coisas nos passam despercebidas. Por isso, uma observação externa é essencial para a finalização de um trabalho. Releituras são sempre necessárias”, comentou Dariano. Entre outras observações, o professor sugeriu ao grupo explorar diferentes tipos de iluminação, para pensar de forma comparativa distintas possibilidades narrativas. “Vamos aprendendo tudo isso à medida que analisamos e criticamos os trabalhos”, completou.

Foto: Schari Kozak

O professor Guilherme Lund destacou que a aula de encerramento do Módulo de Formação é uma transição para as aulas do segundo semestre, um momento coletivo que não costuma se repetir durante a vida profissional dos fotógrafos. “É um encontro para olhar com atenção o próprio trabalho e o trabalho dos outros, uma possibilidade para ver de fora do processo”, explicou. Ainda segundo o professor, no Módulo Avançado as aulas dão um sentido maior à formação inicial, ampliando os aprendizados das aulas da etapa inicial do Curso.

27
jan

Clovis Dariano e a compreensão da luz


Foto realizada pelos alunos durante o curso “Dominando a luz e criando um estilo”

Fazer com que os alunos entendam a luz. Ainda que pareça extremamente audacioso, é exatamente esse o objetivo do curso “Dominando a luz e criando um estilo”, ministrado na semana passada por Clovis Dariano. Mais do que familiarizar os estudantes com os equipamentos envolvidos na iluminação em estúdio, o objetivo primordial do curso é fazer com que consigam compreender a luz e seu poder de transformar uma cena.

O curso começou com a leitura de imagens de diversas situações, o que instiga os alunos a analisarem o papel da iluminação em cada uma delas. O material incluía diversas áreas imagéticas, o que contempla fotografias de making ofs que mostravam diversas etapas do processo até o resultado final e consagradas obras das artes plásticas. Como Dariano explica, “não se tratam de imagens contemporâneas, mas de imagens escolhidas por determinadas situações onde o controle de luz é bem explicito”. Ainda assim, ele frisou que o curso seria extremamente prático: “depois de compreendido o real sobre a luz, a teoria faz mais sentido e é entendida com mais facilidade”.

E sua bagagem nas artes plásticas foi, de fato, um elemento importante nas aulas, em especial na aula inaugural. Do Renascimento, Dariano mostrou as sutilezas da Mona Lisa, um exemplo clássico de quando a profundidade de campo entra em cena em detrimento das pinturas chapadas e de luz única, sem volume, da Idade Média. Do Barroco, Dariano destacou Velasquez como exemplo, com seus lados escuros exacerbados, sombra projetada, luzes direcionadas, iluminação lateral.

Dariano vem justamente da pintura e do desenho: a fotografia entrou na sua vida como linguagem: era uma “parceira de pincel”.  Há 40 anos na publicidade, sempre teve sua atuação profissional ligada à obra autoral, voltada às artes visuais. A questão de envolver o trabalho pessoal na atuação comercial é totalmente relacionada à criação de um estilo: as situações pessoais fazem a diferença no resultado do trabalho. “São os detalhes que criam uma assinatura”, explica, “não é apenas técnica: a bagagem cultural do fotógrafo chega ao trabalho. O pacote de informação constituído por cinema, teatro, literatura é tão importante quanto o domínio técnico”.

Dariano ministra aulas de iluminação do Curso Anual de Fotografia da ESPM-Sul. O Módulo de Formação tem início em março e inscrições abertas. Confira aqui mais informações.

22
mai

Centro de Fotografia da ESPM-Sul abre inscrições para três cursos de férias

O Centro de Fotografia da ESPM-Sul abriu as inscrições para três cursos de fotografia destinados a amadores e profissionais que queiram aprimorar sua técnica. As aulas acontecem durante o mês de julho, nas férias de inverno. Confira os cursos oferecidos:

Iluminação Profissional com Flash Portátil. Foto: Carlos Hilgert Ferrari.

Iluminação profissional com flash portátil
O curso de “Iluminação profissional com flash portátil” terá início no dia 8 de julho e será dividido em quatro aulas. No primeiro encontro serão estudados os recursos do flash portátil com demonstrações dos processos de iluminação, como o uso do flash fora da câmera. Além disso, serão ensinadas técnicas para controle de qualidade e intensidade da luz na fotografia com atividades práticas para os alunos. As aulas serão ministradas pelo professor Guilherme Lund, fotógrafo responsável pelas aulas de flash e iluminação no Centro de Fotografia da ESPM-Sul. O curso é indicado para pessoas que já possuem conceitos básicos de fotografia digital.


Quando:
de 8 a 11 de julho (segunda a quinta)
Horário: 19h às 22h30 (4 horas – totalizando 16h/aula)
Local: ESPM-Sul – Guilherme Schell, 268 – 2º subsolo

Dominando a luz e construindo um estilo. Foto: Carlos Hilgert Ferrari.

Dominando a luz e criando um estilo
No curso “Dominando a luz e criando um estilo” serão ensinadas técnicas de iluminação de estúdio através de seus diferentes equipamentos, que proporcionam fotografias de maior qualidade. Além disso, os alunos serão instruídos para compreender a luz como um elemento fundamental de construção da cena. Com esse objetivo, as aulas ministradas por Clóvis Dariano também vão tratar da identificação dos acessórios de iluminação e seus efeitos em diferentes objetos e cenários, dando exemplos práticos de composição e iluminação. As aulas iniciam no dia 22 de julho e terão quatro encontros, totalizando 16h/aula.

Quando:
de 22 a 25 de julho
Horário: 19h às 22h30 (4 horas – totalizando 16h/aula)
Local: ESPM-Sul – Guilherme Schell, 268 – 2º subsolo

Fotografia de estimação. Foto: Tyron Scholem.

Fotografia de estimação: técnicas para fotografia de animais domésticos
Pensando no mercado que atende animais domésticos, carente de profissionais que saibam lidar com os pets, nasceu o curso Fotografia de Estimação, de Ana Carolina Trava Dutra e Manoela Trava Dutra. O curso, com início no dia 17 de julho, tem por objetivo capacitar fotógrafos para trabalhar com fotografias de animais, principalmente cachorros. Responsáveis pela ONG Cão em Quadrinhos, as professoras desenvolveram truques próprios e são autodidatas no assunto. Entre outros conceitos, ensinam técnicas relacionadas a comportamento, ambiente e iluminação adequados para pets. Além disso, resgatam o histórico da fotografia de animais e oferecem atividades práticas durante as aulas.

Quando:
de 17 a 20 de julho
Horário: dias 17, 18 e 19, das 19h às 22h30 e dia 20 (sábado), das 9h às 12h30 e da 14h às 17h30 (totalizando 20h/aula)
Local: ESPM-Sul – Guilherme Schell, 268 – 2º subsolo

Inscrições e mais informações sobre os cursos estão disponíveis em:
http://foto.espm.br/catalogo

2
out

CCMQ sedia Nephilins, de Paula Fiori com curadoria de Clóvis Dariano

Paula Fiori. Foto: Schari Kozak.

A Casa de Cultura Mário Quintana (CCMQ) sedia até o dia 21 de outubro a exposição Nephilins, de Paula Fiori com curadoria de Clóvis Dariano. Formada em 2010 pelo Centro de Fotografia da ESPM-Sul, Paula teve seu trabalho selecionado no 2º Prêmio IEAVi de incentivo à produção de artes visuais. As imagens, expostas na Fotogaleria Virgílio Calegari, revisitam a história de Porto Alegre ao retratarem as estátuas construídas no fim do século 19 e início do século 20 localizadas no Centro da Capital.

Atlante Jovem. Foto: Paula Fiori.

Atlante do Velho Mundo. Foto: Paula Fiori.

Nascida em Erechim, Paula sempre teve a fotografia como meio de expressão, de compreensão da realidade e, em suas palavras, até mesmo de crescimento pessoal. Foi depois de 18 anos em seu ramo de origem, a Terapia Ocupacional, que decidiu optar em definitivo pela fotografia como profissão. Na época, estudava no Centro de Fotografia na ESPM-Sul e começava a entrar em contato com o reduto multifacetado do ofício, com seus inúmeros meios de atuação. Além da fotografia artística, inclinou-se para o fotojornalismo. Trabalhou durante quatro anos no staff do Palácio Piratini atendendo ao Governo do Estado e, justamente em meio a agitada rotina desse serviço, encontrou tempo e inspiração para fotografar as estátuas de Nephilins.

Guardião. Foto: Paula Fiori.

Guerreiro. Foto: Paula Fiori.

“O projeto estava em seu subconsciente”, conta Paula, “quando era criança, visitava Porto Alegre com meus pais e eles se hospedavam na Casa de Cultura Mario Quintana, na época, ainda Hotel Majestic”. Ao passear pela Rua da Praia de mãos dadas com a mãe, impressionava-se com o semblante, a roupa e o tamanho das estátuas que adornavam o Centro Histórico. “Por que elas eram assim? Pareciam deuses, anjos, eram misteriosas, emblemáticas. Não havia nada parecido com elas na minha cidade”, relembra. Agora, é justamente na CCMQ que sua visão e interpretação dessas estátuas está exposta.

Quando o período do TCC no Curso Avançado de Fotografia se aproximou, Paula optou por esse conteúdo cheio de significado, já orientada por Clóvis Dariano, e iniciou sua pesquisa histórica. Entre os especialistas da área com os quais teve contato, destaca o professor Arnoldo Doberstein, cuja tese de doutorado foi exclusivamente sobre a estatuária porto-alegrense. “Se eu já gostava das estátuas, foi aí que terminei de me apaixonar. Elas realmente não estão ali por acaso, bem como seu conteúdo prático. Tudo nelas, do tecido da roupa à pose, tem um por quê”.

Portal de Demetér. Foto: Paula Fiori.

Portal de Hermes. Foto: Paula Fiori.

Pertencentes à herança do Positivismo, teoria do sociólogo francês Auguste Comte que teve excepcional adesão no Rio Grande do Sul, essas estátuas foram construídas seguindo a lógica de industrialização e progresso que marcou a transição para o século 20 no mundo. Vibrantes com a implantação da República, os gaúchos detentores do poder econômico e político faziam da arquitetura um meio tanto de autoafirmação quanto de comunicação com a classe subordinada. Como conta Paula, as estátuas eram equivalentes aos outdoors de hoje. Nelas, as figuras de semideuses eram feitas para os próprios poderosos se vangloriarem. Já aquelas que carregam mundos nas costas representavam a classe trabalhadora – daí seu rosto sereno, de resignação e plenitude, em contraste com o físico, repleto de músculos, força de trabalho. Em suas imagens, Paula as descontextualiza para que sejam percebidas em toda a sua magnitude e com todos os detalhes que foram cuidadosamente projetadas para ter. A fim de conseguir a definição necessária para mostrar tais características, só pôde fotografar em dias nublados, com luz natural difusa.

Gaia. Foto: Paula Fiori.

Ariadne. Foto: Paula Fiori.

O nome Nephilins, termo proveniente do latim, tem diversos significados e foi escolhido por um em especial: gigantes. “Na época, a lógica de construção pedia que elas fossem feitas em escala colossal, maiores em relação à estrutura em que estavam sendo fixadas”, conta. Para Paula, o nome também reafirma que elas eram tão gigantes em sua concepção espacial quanto em seu significado. Mais tarde, quando Porto Alegre é tomada por arranha-céus e torna-se uma metrópole de prédios suntuosos no estilo parisiense, a estatuária é abandonada. Extremamente deterioradas, elas resistem até hoje como legado histórico. E gigantes, mesmo sem nenhum programa de restauro ou reparo.

Com uma generosa dose de gratidão, Paula também faz do nome um tributo a Dariano e Manuel da Costa, definidos por ela como seus “Nephilins maiores”, professores e fontes de inspiração.

Nephilins, por Paula Fiori
Exposição do 2º Prêmio IEAVi – Incentivo à produção de Artes Visuais
Local: Fotogaleria Virgílio Calegari (7º andar)
Visitação: até 21 de outubro, segundas, a partir das 14h; de terças a sextas, das 9h e sábados, domingos e feriados, das 12h, com encerramento sempre 21h.