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4 de abril de 2012

Walter Firmo: 55 anos de carreira

Walter Firmo. Foto: Maya Zalt.

Walter Firmo tem 75 anos de idade, 55 de carreira, e é um dos mais aclamados fotógrafos do Brasil. Sua trajetória eclética, marcada pela atuação em diversos países, é referência para várias gerações de fotojornalistas. Seu repertório mais conhecido retrata festas populares, personagens e cenas do subúrbio brasileiro, mas sua carreira engloba diversos outros assuntos. Trabalhou em publicações como Última Hora, Jornal do Brasil, Caros Amigos, Veja, Istoé, Realidade e Manchete.

Foto: Walter Firmo.

Grafite de Ment (esquerda) da famosa foto de Pixinguinha, de Walter Firmo (direita). Foto: Paula Cinqueti.

Em 1967, Firmo foi convidado pela Editora Bloch para fazer parte de sua sucursal de Nova Iorque, onde permaneceu como correspondente durante seis meses. No período, realizou reportagens nos Estados Unidos, México, Canadá e Caribe. Depois de uma bem sucedida temporada de trabalho em solo norte-americano, decidiu voltar ao seu país natal. Por aqui, iniciou uma vasta pesquisa fotográfica sobre as festas do folclore brasileiro. Na mesma época, passou a atuar como fotógrafo freelancer, realizando trabalhos publicitários e para a indústria fonográfica (destacam-se suas capas de discos para artistas como Tim Maia, Fafá de Belém, Chico Buarque e Djavan, das gravadoras RCA e Odeon).

Foto: Walter Firmo.

Com fotografias marcadas ora pelas cores saturadas, ora pelo contraste, Firmo conquistou sete vezes o Prêmio Internacional de Fotografia Nikon, oscilando entre as categorias cor e preto e branco (chegou até mesmo a vencer em ambas, quando ganhou três prêmios em 1976). Em 1973, em parceria com Claus Mayer e Sebastião Barbosa, fundou a agência fotográfica Câmera Três, que deixou apenas um ano depois para trabalhar na sucursal da Veja, também no Rio.

Caravelas, Bahia. Foto: Walter Firmo.

Foto: Walter Firmo.

Com fotografias marcadas ora pelas cores saturadas, ora pelo contraste, Firmo conquistou sete vezes o Prêmio Internacional de Fotografia Nikon, oscilando entre as categorias cor e preto e branco (chegou até mesmo a vencer em ambas, quando ganhou três prêmios em 1976). Em 1973, em parceria com Claus Mayer e Sebastião Barbosa, fundou a agência fotográfica Câmera Três, que deixou apenas um ano depois para trabalhar na sucursal da Veja, também no Rio.

Cuba. Foto: Walter Firmo.

Alagados, Bahia, 2002. Foto: Walter Firmo.

Em 1983, Firmo tornou-se o primeiro fotógrafo brasileiro a expor no MAM, com o conjunto de fotografias comemorativo aos seus 25 anos de carreira, “Ensaio no Tempo”, que passou por Buenos Aires em 1988. Também realizou diversas exposições individuais e coletivas dentro e fora do Brasil. Como bolsista do Banco Icatu, residiu por seis meses em Paris, onde assinou a exposição “Parisgris” na Cité Internacional des Arts e realizou o workshop “Photographie à Paris”. Em 1994, começou a lecionar no curso de jornalismo da Faculdade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, e, desde então, coordena oficinas em todo o Brasil. Em 2008, expôs “O Sertão de Gracilianio Ramos” na embaixada brasileira em Londres. Também assumiu a direção do InFoto, Instituto Nacional de Fotografia da Funarte. Sua mais recente exposição foi “Véus”, no Rio de Janeiro.

Entre seus livros, destacam-se Walter Firmo – Antologia Fotográfica (1989), Parada Sobre Imagens (2001), Cores e Sentimentos (2002) e Firmo (2005).

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