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26 de julho de 2013

“Viagem Pela Linha Invisível”, um registro autoral da fronteira do Rio Grande do Sul

Eduardo Veras e Marco Antônio Filho são jornalistas por formação, mas em sua mais recente parceria, não assumiram compromisso algum com a realidade – o que se torna ainda mais interessante quando descobrimos que o projeto é um diário de bordo. Para documentar sua jornada ao longo da fronteira do RS, mais precisamente no trecho em que o Rio Grande do Sul encontra a Argentina e o Uruguai, a dupla criou o “Viagem Pela Linha Invisível”, definido por Veras como “uma viagem concebida especialmente para ser contada”. Atualmente em formato de blog, o projeto tem como objetivo valorizar os aspectos subjetivos e pessoais que fazem parte das viagens: os estranhamentos, o olhar estrangeiro, o diálogo e a troca com os locais, o desejo de perpetuar observações. Marco foi responsável por fazer esses registros em imagens enquanto Eduardo ficou encarregado dos textos.

Foto: Marco Antonio.

Foto: Marco Antonio.

Segundo Marco, a grande motivação do projeto explica, também, seu título: além do tema “fronteira” possuir aspectos interessantes a serem fotografados, trata-se de uma divisão existente apenas por demarcação. Ainda de acordo com ele, a área em questão foi a última do território brasileiro a ser colonizada. A viagem iniciou em Porto Alegre, de carro, e no dia 8 de julho chegou na cidade de Derrubadas, extremo norte do estado. Rumando ao sul (Chuí), percorreu toda a fronteira do RS em um período de duas semanas. Esse roteiro pré-definido era tudo o que sabiam sobre o trajeto, que foi ganhando formas mais definidas de acordo com a vontade dos dois. Paravam apenas onde julgavam interessante e mais ou menos da mesma forma, sem rigidez, desenvolviam o material. “Atravessamos o Rio Uruguai de balsa, do Brasil para a Argentina, e novamente da Argentina para o Brasil. Cruzamos pontes a partir de São Borja, trilhamos estradas de um lado e outro. Atolamos e desatolamos o carro para atingir o ponto mais ocidental do estado, na chamada Tríplice Fronteira. Dali, viemos em novo ziguezague pela linha imaginária que separa Brasil e Uruguai”, relembra Veras, no blog. Os dois explicam que as fotos e textos não foram feitos como complementares: “o que os conectou foram as nossas conversas durante a viagem”, completa Marco.

Foto: Marco Antonio.

Foto: Marco Antonio.

O resultado também se tornará uma exposição fotográfica e uma publicação em estilo de jornal, com fotos e textos selecionados a fim de brincar um pouco com o formato jornalístico tradicional. “Ficou um discurso bem alinhado e acho bom não ter essa pretensão de ser uma reportagem. Deixou mais livre”, observa Veras. A jornada será exibida na Galeria Mascate em fevereiro de 2014, em Porto Alegre.

Veja mais em: viagempelalinha.tumblr.com/

 

Viagem pela linha invisível [Teaser] from Marco A. F. on Vimeo.

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