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30 de junho de 2017

Retratos de insetos, por Johan Ingles-Le Nobel

Rertrato de Johan Ingles-Le Nobel

Desde os registros de corpos celestes que estão a milhares de anos-luz da Terra até os detalhes microscópicos da vida de uma célula, temos um espectro imenso de imagens proporcionado pelo uso da fotografia em diversas áreas. Uma infinidade de mundos aos quais, somente com os nossos olhos, não teríamos acesso, e que dependem de avanços tecnológicos e da dedicação de todos aqueles que trabalham para obter essas imagens. Johan Ingles-Le Nobel é um dos obstinados pela busca de novos horizontes para a fotografia. Pesquisador das possibilidades das lentes macro, ele desenvolveu um conhecimento aprofundado sobre a fotografia de insetos.

Foto: Johan Ingles-Le Nobel

Foto: Johan Ingles-Le Nobel

No seu site, Lenobel apresenta uma série de orientações para facilitar a obtenção das capturas. “As primeiras horas da manhã são um momento frutífero, pois os insetos se mantêm relativamente estáticos quando as temperaturas estão mais baixas”, explica. “Insetos precisam de vegetação, e vegetação depende de água. Portanto, lugares com bastante água favorecem o encontro com os insetos”.

Foto: Johan Ingles-Le Nobel

Foto: Johan Ingles-Le Nobel

“Em vez de ir até o inseto, você pode fazer o inseto ir até você, usando alimentos, odores, produtos químicos e outros chamarizes”, sugere o fotógrafo. No entanto, toda a relação com os insetos deve ser avaliada eticamente, especialmente se a espécie for rara. “Flagrar insetos pode molestá-los. Os incômodos podem, por exemplo, fazê-los parar de produzir óvulos”, explica. “Uma pessoa sensível a isso fotografa o mínimo necessário e encerra o seu trabalho”.

Foto: Johan Ingles-Le Nobel

Foto: Johan Ingles-Le Nobel

Lenobel também lembra que a fotografia de insetos não precisa necessariamente ser realizada à luz do dia. De noite, é possível fotografar uma gama de espécies totalmente diferente daquelas encontradas em outros horários. “Use uma boa lanterna ou um bom flash circular para obter a iluminação que você precisa”, recomenda. Dessa maneira, o fotógrafo pode ampliar ainda mais o seu campo de atuação e descobrir universos visuais surpreendentes.

Foto: Johan Ingles-Le Nobel

Foto: Johan Ingles-Le Nobel

Johan Ingles-Le Nobel estudou fotografia na Academy of Art College, em São Francisco, Califórnia. Passou vinte anos desempenhando outras atividades profissionais, até retomar o interesse pela fotografia. Teve suas imagens publicadas em diversas revistas de fotografia e em veículos como BBC, La Republica e The Smithsonian Magazine. Mantém o site Extreme-macro.co.uk, um guia técnico para a fotografia com lentes macro.

 

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