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5 de agosto de 2016

Renée C. Byer: sobrevivendo do lixo eletrônico

 

A Lagoa Korle, em Acra, capital de Gana, tornou-se um depósito de lixo eletrônico que aniquilou a vida das espécies que nele viviam. Além disso, o local passou a atrair pessoas que garimpam resíduos de metais valiosos – um trabalho cheio de riscos que envolve menores de idade. Esse contexto é apresentado pela fotógrafa norte-americana Renée C. Byer no ensaio Electronic Waste Dumpsite [“Lixão” de descartes eletrônicos].

 

 

 

“As crianças que trabalham nesse lixão eletrônico queimam computadores para extrair qualquer metal valioso que possa surgir. Nesse processo, elas se expõem a fumaças tóxicas que ficam impregnadas em suas roupas, pele e pulmões”, conta a fotógrafa.

 

Byer conta que não há regulações ambientais no país para proteger quem trabalha nos lixões. Sem condições minimamente adequadas de trabalho e expostas diariamente aos materiais, elas se tornam vítimas diretas do ônus gerado pelo consumo de eletrônicos.

 

Obviamente, os danos ao meio ambiente envolvem a própria lagoa Korle e uso que se faz de suas águas. “Muitas crianças vivem em pequenas cabanas sem água e luz. E a lagoa serve de fonte para tomar banho e lavar roupas, apesar dos níveis extremos de poluição”, relata Byer.

 

Nascida em 1958, a norte-americana Renée C. Byer é conhecida por seu trabalho como fotojornalista, tendo já vencido o prêmio Pulitzer, entre outras dezenas de premiações internacionais. Seus ensaios têm como foco principal as regiões de pobreza extrema – situação que ela combate como integrante da organização The Forgotten International, com base em São Francisco, Califórnia.

 

 

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