Skip to content

9 de janeiro de 2012

As cores da natureza por Eliot Porter

Artista com forte interesse ambiental e científico, além de senso gráfico afiado, Eliot Porter é um fotógrafo conhecido por dar cores à natureza quando os registros ambientais ainda eram monocromáticos. Nascido em Chicago, nos Estados Unidos, herdou do pai o amor pela ciência e da mãe a simpatia por causas sociais. Ganhou sua primeira câmera em 1911, aos 10 anos, e desde então tornou-se um fotógrafo amador, tendo como principal desafio retratar passarinhos.

Retrato de Eliot Porter de 1952. Foto: Laura Gilpin.

Após formar-se em Engenharia Química e Medicina, começou a trabalhar com pesquisa biomédica na Universidade de Harvard, mas nunca abandonou a fotografia. Estimulado pelo irmão, o pintor realista Fairfield Porter, e pelos artistas e fotógrafos Alfred Stieglitz e Ansel Adams, dedicou-se cada vez mais a fotografar as paisagens do norte da Inglaterra. Em 1938, Stieglitz o convidou para expor pela primeira vez, em uma galeria nova-iorquina e junto com veteranos. Devido ao sucesso, Porter largou a Medicina. Quase que imeditamente, abandonou, também, o preto e branco.

Rock-eroded stream bed, 1971. Foto: Eliot Porter.

 

Foto: Eliot Porter

 

Lichens on a rock, 1972. Foto: Eliot Porter.

Os curadores do museu texano Amon Carter, onde seu portfólio completo e seus arquivos pessoais estão em permanente exposição, afirmam que ele foi o grande responsável por introduzir a cor na fotografia de natureza. Ao fazê-lo, criou uma nova maneira de ver o mundo que, hoje, já se tornou lugar comum. Porter começou a usar as cores em 1939, bem antes de seus colegas de profissão. Seu objetivo inicial era captar o vôo dos pássaros com mais precisão e plasticidade, logo ampliando seu foco para as belezas da natureza em geral.

Foto: Eliot Porter.

 

Dead Leaves, 1968. Foto: Eliot Porter.

 

Foto: Eliot Porter.

Seus mais de 50 anos de carreira, com 25 livros publicados, incluíram passagens por diversos lugares do mundo e a construção de uma sólida reputação, com um trabalho que empolgou ambientalistas e atraiu a atenção de museus. Já no final de sua vida, o livro Caos: a criação de uma nova ciência (1987), de James Gleick, fez com que ele reexaminasse todo o seu trabalho sob o contexto da Teoria do Caos. Ambos colaboraram em um projeto lançado em 1990, ano da morte de Porter, intitulado Nature’s Chaos, combinando suas imagens com um novo ensaio de Gleick.

Beech and bare trees, 1967. Foto: Eliot Porter.

 

Foto: Eliot Porter.

Read more from Sem categoria

Share your thoughts, post a comment.

(required)
(required)

Note: HTML is allowed. Your email address will never be published.

Subscribe to comments