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22 de janeiro de 2014

Para ver a natureza com olhos de raio-x

Arie van’t Riet não se define como fotógrafo nem como artista plástico, mas como um físico especializado em radiação. Por sua formação, sua obra como fotógrafo retrata a natureza de forma pouco convencional: graças ao seu conhecimento sobre raios-x de baixíssima carga energética, desenvolveu uma técnica para capturar as bases de esqueletos de animais e as fibras delicadas de flores e plantas. O resultado se assemelha a ilustrações, ou imagens saídas de um mundo de fantasia.

Foto: Arie van't Riet

Foto: Arie van't Riet

Foto: Arie van't Riet

Nascido na Holanda, estudou física de radiação na Delft University of Technology e obteve seu PhD pela Universidade de Urtrecht. Um dia, um colega pediu que tirasse um raio-x de uma de suas pinturas e, feliz com o resultado, começou a pensar em fazê-lo com fotos de outros tipos de objetos, o que rapidamente o levou às flores. Começou a experimentar com um buquê de tulipas utilizando filmes preto e branco, e a imagem resultante se assimilava a um negativo monocromático. Depois, digitalizado, invertido e colorido seletivamente no Photoshop, o trabalho foi amplamente apreciado por seus amigos, o que o encorajou a continuar.

Foto: Arie van't Riet

Foto: Arie van't Riet

Foto: Arie van't Riet

Van’t Riet afirma preferir retratar cenas comuns, ainda que reencenadas e organizadas por ele, como uma borboleta nas proximidades de uma flor, um peixe no oceano, um pássaro em uma árvore. Desafia-se sempre a mostrar o sentimento despertado por cada cena, buscando instigar a curiosidade do espectador sobre como ela seria originalmente. Em estúdio, os objetos fotografados passam por um processo analógico que utiliza diferentes intensidades de raios-x. Para não prejudicar animais com a radiação, usa aqueles mortos em acidentes de trânsito, ou bichos de estimação recentemente falecidos pertencentes aos seus amigos.

Foto: Arie van't Riet

Foto: Arie van't Riet

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