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10 de maio de 2016

O gene belo, de Marina Rosso

 

 

O ensaio The Beautiful Gene [O gene belo], da fotógrafa italiana Marina Rosso, tem como insight uma decisão tomada em 2011 por um banco de esperma: à época, a instituição interrompia o recebimento de doações de esperma de ruivos. O motivo era a discrepância na relação entre oferta e demanda: havia poucos interessados na inseminação de material genético de ruivos, o que resultava em um grande excedente.

 

 

 

 

“Mulheres solteiras, que representam metade da base de consumidores, tendem a selecionar doadores tendo como base a busca de um ‘príncipe encantado’. De modo crescente, novas vidas são constituídas numa tentativa de alcançar um tipo de pessoa ideal, um processo que alguns filósofos chamam de nova eugenia. Esses ideais pessoais raramente incluem ruivos”, explica a fotógrafa.

 

 

 

 

Como provocação, ela buscou atuar como uma “conservadora de genes”, que classificaria variações genéticas de modo a preservar sua diversidade. “Comecei criando uma base que representaria o gene ruivo em 48 categorias, cada qual combinando cinco aspectos físicos (gênero, altura, constituição, cor dos olhos e tipo de cabelo)”, conta Marina, que percorreu diversos países europeus em busca de seus retratados.

 

 

 

 

Nascida em Udine, Itália, em 1985, Marina Rosso formou-se em arquitetura em sua cidade natal, mudando-se mais tarde para Berlim, onde estudou fotografia. Na sequência, fez dois anos de residência na FABRICA, centro de pesquisas em comunicação da marca Benetton. Já colaborou com periódicos como The Sunday Times Magazine, La Repubblica e Corriere dela Sera.

 

 

 

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