Skip to content

19 de abril de 2016

Deborah Oropallo: gênero, poder e fantasia

 

 

A partir da sobreposição de imagens retiradas de contextos totalmente diversos, a fotógrafa norte-americana Deborah Oropallo propõe reflexões em torno de questões de gênero e das relações de poder. As manipulações da série Guise [Maneiras, em tradução livre] embaralham camadas históricas e deixam o espectador diante de uma linguagem entre a pintura e a fotografia.

 

 

 

 

Oropallo apropria-se de pinturas – de artistas como Rembrandt, entre outros – que retratam homens dos séculos 17 e 18. Essas imagens se misturam com fotografias de mulheres em fantasias eróticas, retiradas de sites que vendem esses trajes. Como resultado, gestos, vestuários e feições passam a construir representações híbridas de figuras que emanam altivez e sensualidade.

 

 

 

 

“Eu uso o computador como ferramenta, mas a pintura é a linguagem que está na minha cabeça. Não quero apenas repintar o que um computador é capaz de fazer, mas usar os pixels como tinta – e sobrepor imagens e véus para criar profundidade e volume. Como na pintura, esse processo pode engajar nuances e sutilezas”, contra a fotógrafa.

 

 

 

 

Nascida no estado de New Jersey (Estados Unidos), em 1954, Deborah Oropallo possui mestrado em educação pela Universidade de Berkeley (Califórnia). Inicialmente desenvolvendo trabalhos de pintura, mais tarde passou a utilizar recursos digitais e incluiu a fotografia em sua atuação. Expõe desde o início dos anos 1980 e tem trabalhos em acervos de dezenas de museus norte-americanos.

 

Read more from Cor, Retrato

Comments are closed.