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17 de fevereiro de 2012

“Walking the Dog (1976-1979)”, por Keith Arnatt

Keith Arnatt - Eu sou um verdadeiro artista.

Keith Arnatt nasceu na Inglaterra, em 1930, e estudou Artes na Oxford School of Art, em sua cidade natal, e na Royal College of Art de Londres. Ele já era conhecido no início dos anos 1970. Seus filmes, instalações e registros fotográficos já haviam sido expostos em importantes museus como o Tate de Londres e o MoMA de Nova Iorque. Até que, em 1973, quando lecionava escultura no Newport College of Art, seu colega David Hurn abriu um departamento de fotografia documental na universidade. Intrigado e inspirado pelas imagens de fotógrafos como Walker Evans, Angust Sander e Diane Arbus, Arnatt permitiu que a fotografia tivesse uma relação além da documental com seu trabalho e se tornasse seu principal meio de expressão.

Walking the Dog, 1976-9. Foto: Keith Arnatt.

Walking the Dog, 1976-9. Foto: Keith Arnatt.

Nos próximos 30 anos de sua vida, trabalhou como fotógrafo, primeiro em preto e branco, depois, em meados dos anos 1980, utilizando cores. Prolífico, fez mais de 20 ensaios fotográficos, até ser forçado a desistir por estar muito doente, em 2004. Uma de suas primeiras e mais famosas séries, Walking the Dog (1976-1979), que ilustra este post, partiu de uma ideia simples à primeira vista: cada imagem mostra alguém guiando um cachorro vira-lata. Um de seus detalhes mais interessantes é que Arnatt, de alguma forma, fez o dono e o cachorro olharem para a câmera no mesmo instante.

Walking the Dog, 1976-9. Foto: Keith Arnatt.

Walking the Dog, 1976-9. Foto: Keith Arnatt.

As imagens são minadas por um certo ar de comédia: é difícil não olhar para o cão sem perceber semelhanças entre ele e o dono. Até mesmo nos mais reflexivos estudos de Arnatt acerca da imagem fotográfica, há sempre um senso de humor peculiar — e tipicamente inglês.

Walking the Dog, 1976-9. Foto: Keith Arnatt.

Walking the Dog, 1976-9. Foto: Keith Arnatt.

Boa parte das pessoas fotografadas fazia parte da classe trabalhadora inglesa. Quando questionado sobre por que eles mereciam ser contemplados em suas imagens, Arnatt respondia: “Gosto de fotografar coisas que todos pensam que não vale a pena fotografar”. Para o crítico de arte Brian Dillon, ele sempre buscou quebrar os paradigmas do que era considerado fotografia ou digno de fotos, mas muitas vezes clicando de acordo com estruturas tradicionais. Nas palavras de Dillon, ele mergulhou na prática com a curiosidade de gerações anteriores, mas fez imagens extremamente modernas.

Walking the Dog, 1976-9. Foto: Keith Arnatt.

Walking the Dog, 1976-9. Foto: Keith Arnatt.

Ainda que sua força motriz tenha permanecido mais conceitual do que documental, ele não foi tão bem sucedido como fotógrafo quanto era quando artista. Lecionou por quase toda sua vida, falecendo em 2008.

Walking the Dog, 1976-9. Foto: Keith Arnatt.

Walking the Dog, 1976-9. Foto: Keith Arnatt.

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