Skip to content

22 de fevereiro de 2013

Sandy Skoglund: instalações excêntricas e fotografias incríveis

Retrato de Sandy Skoglund. Foto: Steven M. Herppich/Cincinnati Enquirer.

Foi décadas antes do Photoshop ser inventado que a artista americana Sandy Skoglund começou a criar as imagens surrealistas que a tornaram conhecida. Para desenvolver essas fotografias, constroi instalações incrivelmente elaboradas, que levam meses até serem concluídas. Fotógrafa, cenógrafa, artesã e contadora de histórias, tem um trabalho marcado pelo uso original das cores, brilhantes, abundantes e, às vezes, contrastantes em um esquema monocromático. Chama a atenção, também, o uso que faz da repetição de um único objeto em assustadora quantidade. O set que deu origem ao quadro Raining Popcorn (2001), por exemplo, foi criado com móveis e modelos revestidos com pipoca.

Foto: Sandy Skoglund.

Foto: Sandy Skoglund.

Bacon, cacos de vidro e salgadinhos de milho também estão entre os elementos já utilizados por Skoglund em suas instalações. Nascida em Quincy, Massachussets, em 1946, estudou Arte e História da Arte na Smith College e mudou-se para Nova Iorque em 1972. Lá, começou seu trabalho conceitual, mergulhando em técnicas de repetição com fotocópias. Foi o desejo de documentar suas ideias que a levou a aprender fotografia de forma autodidata. Acabou apaixonando-se pela área e fundindo seu interesse pela técnica fotográfica com outras duas paixões: a cultura popular e as estratégias utilizadas nas imagens comerciais.

Foto: Sandy Skoglund.

Foto: Sandy Skoglund.

Os móveis e elementos utilizados nos cenários são cuidadosamente selecionados e coloridos, um processo que dura meses, e os atores são os últimos a serem incluídos nas cenas. A maneira como a fotógrafa aborda o elemento humano também ajuda a criar uma atmosfera de sonho, surreal. Utilizadas para a criação de apenas uma única foto, as instalações podem ficar disponíveis para o público posteriormente. Foi o caso de The Wedding (1994), exibida na Janet Borden Gallery no ano em que foi feita. Os atores foram substituídos por manequins, mas os pisos revestidos com geléia de laranja e as paredes pintadas com geléia de morango foram mantidos, dando ao espaço um aroma doce que aumentava a estranheza geral. A fotografia mostra o noivo tentando caminhar, mas preso pela marmelada viscosa, o que pode refletir a visão da artista sobre a doçura pegajosa dos romances – bem como a perturbadora onipresença da cor vermelha na imagem. As flores, aliás, foram feitas de folhados de queijo.

The Wedding. Foto: Sandy Skoglund.

Foto: Sandy Skoglund.

Skoglund trabalhou como professora de Arte a University of Halford e, hoje, ensina fotografia com ênfase em instalações multimídia na Rutgers University, em Nova Jersey.

Foto: Sandy Skoglund.

Foto: Sandy Skoglund.

Share your thoughts, post a comment.

(required)
(required)

Note: HTML is allowed. Your email address will never be published.

Subscribe to comments