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23 de janeiro de 2015

Richard Johnson: estruturas para pescar no gelo

 

 

Colecionar imagens de um determinado tema estritamente definido é uma estratégia comum a muitos fotógrafos. Já vimos por aqui uma das tipologias mais comentadas nas discussões sobre a fotografia, concebida por Bernd e Hilla Becher, composta por construções industriais. Comentamos também as imagens de portas de residências no interior do Afeganistão registradas por Finbarr O’Reilly e os espaços interiores que Menno Aden observou de cima, a um ângulo de 90 graus. No post de hoje vamos ao Canadá conhecer diferenças e semelhanças das cabanas de pescaria no gelo, obsessão do fotógrafo Richard Johnson.

 

 

 

 

Mais de 600 cabanas, espalhadas por aproximadamente dez províncias canadenses, já foram captadas pelas lentes do fotógrafo ao longo de quase uma década. Elas devem ser móveis e resistentes ao clima da região, além de permitir que os pescadores acessem o que está abaixo da superfície.

 

 

 

 

Se observarmos uma a uma, percebemos que as cabanas dão indícios a respeito da personalidade de seus proprietários. Vemos desde construções aparentemente mais funcionais e impessoais até outras com elementos decorativos, afora a variação de cores e materiais utilizados.

 

 

 

 

“É proteção, é portátil, é feita pelos donos da cabana. Não é pretensioso. É uma solução, todos precisam de calor”, descreve o fotógrafo ao The New York Times.

 

 

 

 

Com uma trajetória profissional como designer de interiores ao longo de 18 anos, Johnson passou a se interessar pela fotografia de arquitetura, atraído principalmente pela simplicidade das estruturas. Em 1991 montou uma empresa dedicada à fotografia de edifícios e espaços interiores. Mais tarde, passou a colecionar imagens de “ice huts”, como se chamam em inglês as cabanas de pescaria no gelo. Desde 2007 expõe essas imagens em mostras na América do Norte.

 

 

 

 

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