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17 de setembro de 2012

Retratos de um continente, por Mario Gerth

Retrato de Mario Gerth.

Mario Gerth se define mais como um explorador moderno do que como um fotógrafo, ainda que a fotografia documental seja sua grande paixão. Nascido em Erfurt, na Alemanha, viajou por 65 países em cinco continentes e testemunhou pobreza, guerra civil, governos ditatoriais e violência. Mas, ainda assim, o que mais chamou sua atenção nessa jornada foram povos, lugares e mundos dominados pela beleza.

Foto: Mario Gerth.

Foto: Mario Gerth.

Suas imagens foram mostradas em exibições internacionais e publicadas em importantes revistas, como Time e National Geographic. Hoje, Gerth trabalha como banqueiro na Alemanha e como fotojornalista nas horas vagas. Com seu trabalho focado no confinente africano, viaja a pé, de carona, de barco ou de jipe para regiões remotas com o objetivo de retratar os diversos povos que habitam os países que compõem o local.

Foto: Mario Gerth.

Foto: Mario Gerth.

Com forte vocação para estudos antropológicos, o fotógrafo afirma ter uma predileção por conhecer lugares e pessoas com características culturais e sociais únicas. Esse desejo ganhou força em 2004, quando deu início a uma improvável jornada de bicicleta pelo mundo. Alguns meses depois, estava no último continente de sua lista, a África, onde permaneceu por dois anos documentando os mistérios do local. De acordo com Gerth, a viagem pelos misteriosos desertos e savanas foi preenchida com encontros, levando-o a conhecer aldeias remotas, povos nômades e animais majestosos.

Foto: Mario Gerth.

Foto: Mario Gerth.

Suas fortes imagens da tribo etiópia Surma, por exemplo, são marcadas pelos tons contrastados e a grande definição. O fotógrafo conta que os membros do grupo têm uma característica peculiar: orgulham-se de suas cicatrizes. Quando matam alguém de uma tribo inimiga, realizam rituais dolorosos nos quais ferem e marcam o próprio corpo. Para alguns estudiosos, trata-se de uma maneira de acostumar os membros mais jovens da tribo ao sangue, à violência e ao sofrimento. Em outras celebrações registradas pelo fotógrafo, os Suri, como também são chamados, pintam-se de branco.

Foto: Mario Gerth.

Foto: Mario Gerth.

Anos depois, sua paixão pelo continente culminou no projeto Sons and Daughters of the Wind (2006), “filhos e filhas do vento, em tradução literal. Com o objetivo de homenagear de forma graciosa e elegante a dignidade do povo africano, a obra consiste em uma coleção de retratos íntimos e vívidos que reúnem todo o amor à natureza que, para Mario, está faltando nas sociedades ocidentais contemporâneas.

Foto: Mario Gerth.

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