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27 de março de 2015

Philip-Lorca diCorcia: hiper-realismo e comentário social

 

 

As fotografias de Philip-Lorca diCorcia apresentam cenas que, embora cuidadosamente compostas, apresentam certa espontaneidade, como se o fotógrafo estivesse presente em momentos de intimidade dos personagens. De forma um tanto paradoxal, suas imagens oscilam entre o hiper-realismo e uma aparência de flagrante capturado por um olhar atento.

 

 

 

A produção de diCorcia é extensa e variada. Seus trabalhos nos mostram desde garotos de programa de Los Angeles nos anos 1980-90 – trazendo à tona um mundo subterrâneo, marcado pela epidemia da AIDS –, passando por modelos em ensaios de moda e mesmo pessoas comuns caminhando pelas ruas.

 

 

 

Não importa o contexto no qual diCorcia se insere: suas imagens sempre revelam atmosferas dramáticas e a impressão de um profundo interesse do fotógrafo pela subjetividade de quem protagoniza os planos. No entanto, ao mesmo tempo que mundos interiores ganham evidência, um comentário mais amplo sobre a sociedade permeia seus trabalhos.

 

 

 

diCorcia parece não se satisfazer com a simples contemplação do espectador. Suas imagens convocam olhares curiosos pelas histórias – reais, imaginadas? – contidas nas fotografias. Elas parecem fazer parte de alguma narrativa maior, como se retiradas de um filme – certamente um drama complexo, com personagens instigantes de uma América nada hollywoodiana.

 

 

 

Nascido em Hartford (Connecticut, Estados Unidos), em 1951, Philip-Lorca diCorcia tem mestrado em fotografia pela Universidade de Yale. Já realizou exposições individuais em instituições como o MoMA, de Nova York, e o Centre National de la Photographie, de Paris. Atualmente vive e trabalha em Nova York.

 

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