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28 de agosto de 2015

Paweł Bogumił: símios demasiado humanos

 

 

O que difere o homem dos animais? Ou melhor, dos demais animais? As fronteiras que separam o Homo sapiens de outros seres vivos são questionadas pelo fotógrafo polonês Paweł Bogumił na série inHUMAN.

 

 

 

“Visitando mais de 15 zoológicos na Europa, observei e fotografei os organismos vivos mais parecidos com os seres humanos: os macacos. Primeiramente, buscava similitudes anatômicas e comportamentos que se aproximassem do humano”, conta o fotógrafo.

 

 

 

Aos poucos, ao longo de dois anos, Paweł foi percebendo, cada vez mais, traços sutis dos seus personagens – gestos, olhares, emoções. A atenção meticulosa do fotógrafo lhe possibilitou reunir uma série de posturas expressivas de seus fotografados, verdadeiros retratos com os quais acabamos por nos identificar.

 

 

 

“Perguntado hoje, diria que não deveríamos tratá-los como meros animais. Talvez devêssemos entendê-los como pessoas não humanas, conscientes, cheias de emoções, limitadas por padrões reativos e instintos bestiais”, diz Paweł, para quem os símios são, por fim, demasiado humanos.

 

 

 

Nascido em 1984, em Varsóvia, Paweł Bogumił graduou-se em fotografia pela ZPAF de Varsóvia, em 2014. Suas fotografias de animais estão presentes em diversas publicações e já foram expostas na Polônia e nos Estados Unidos. Recentemente foi um dos finalistas do Earth Awards, do site LensCulture.

 

 

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