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4 de março de 2015

Paolo Roversi: delicadeza e sofisticação

Retrato Paolo Roversi

 

“Um fotógrafo pouco sofisticado que faz imagens sofisticadas.” Com esse jogo de palavras, Paolo Roversi define a si mesmo e a sua relação com a fotografia. Para desvendar a aparente contradição da declaração, basta um olhar atento às suas imagens: ao mesmo tempo que revelam uma poética extremamente refinada, são muito delicadas; e as modelos, mesmo posando, carregam certo ar de espontaneidade.

 

 

 

Consagrado como fotógrafo de moda, Roversi nos permite ver em seus trabalhos uma predileção pelo retrato e uma forte influência da fotografia das últimas décadas do século XIX. Diversos elementos das imagens reforçam essa associação: fundos neutros, aparência pictórica, tons em preto e branco e próximos do sépia e, sobretudo, a fisionomia etérea das modelos – entre o angelical e o fantasmagórico.

 

 

 

Outra marca de sua trajetória é a utilização, a partir dos anos 1980, de Polaroids, abordagem que em seguida tornou-se usual na fotografia de moda. Além de ensaios para publicações como Marie Claire e Vogue (edições italiana e britânica, principalmente), Roversi produziu imagens para marcas como Christian Dior e para designers de moda como Romeo Gigli.

 

 

 

“Meu estúdio é um lugar para o acaso, o sonho… O imaginário prevalece. A essas forças, dou o máximo de espaço que posso”, conta Roversi em entrevista ao periódico Photo District News. Esse espaço para a criação tem origem ainda na adolescência, quando Roversi monta uma sala escura no porão da casa onde vivia, ajudado por um carteiro da região que também era fotógrafo amador.

 

 

 

Nascido na cidade de Ravena (Itália) em 1947, Roversi iniciou sua atuação profissional trabalhando com um fotógrafo local que lhe ensinou a fotografia como ofício. Chegou a colaborar com a Associated Press, tendo muito em breve aberto um estúdio de retratos, no qual fotografava celebridades de sua cidade natal. Por acaso, em 1971, conheceu em Ravena o então diretor da Elle, Peter Knapp, que convidou o fotógrafo para uma visita a Paris dois anos mais tarde. Desde então, Roversi vive e trabalha na capital francesa.

 

 

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