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18 de dezembro de 2012

Paolo Pellegrin: registros “inacabados” de realidades em construção.

Retrato de Paolo Pellegrin. Foto: Kathryn Cook.

“Estou mais interessado em uma fotografia ‘inacabada’, que é sugestiva e pode desencadear um diálogo. Há fotos que estão fechadas, finalizadas, nas quais não há meio de entrar”, a frase é do fotojornalista Paolo Pellegrin, e compreendê-la representa uma forma de entender, também, seu trabalho como fotojornalista. Italiano nascido em Roma, em uma família de arquitetos, o renomado fotógrafo foi indicado para fazer parte da Magnum pela primeira vez em 2001, tornando-se um membro oficial em 2005. Com forte assinatura, suas imagens tem tanto a crueza característica da abordagem jornalística quanto a beleza pictórica da fotografia puramente artística. Em seu currículo não faltam coberturas importantes mundialmente, todas premiadas com distinções de peso, como o funeral do Papa João Paulo II, a Guerra do Iraque e os desdobramentos do furacão Katrina. Mas seus trabalhos autorais, realizados muitas vezes de forma autônoma, foram fundamentais para o tornar uma referência mundial. Atualmente, fotografa para a Newsweek.

Foto: Paolo Pellegrin.

Foto: Paolo Pellegrin.

Influenciado pela tradição de sua família, Pellegrin estudou Arquitetura na L’Università la Sapienza, em Roma, mas três anos depois decidiu mudar os rumos de sua carreira. Abandonou o curso para estudar fotografia no Instituto Italiano de Fotografia, também em Roma, de 1986 a 1987. Durante esses anos, conheceu o fotógrafo italiano Enzo Ragazzini, que se tornou seu mentor.

Foto: Paolo Pellegrin.

Foto: Paolo Pellegrin.

Até 1990, Pellegrin trabalhou em seus primeiros projetos fotográficos autorais em solo italiano, concentrando-se nas temáticas do circo, da imigração e dos moradores de rua. Na mesma época, começou a trabalhar como assistente de inúmeros fotógrafos e cineastas. Em 1991, depois de um trabalho bem remunerado para um canal de TV, comprou um carro usado, encheu-o com suas fotos e negativos e mudou-se para Paris, onde conheceu Christian Caujolle, que o convidou para integrar a agencia VU. Nela, permaneceu por dez anos.

Foto: Paolo Pellegrin.

Foto: Paolo Pellegrin.

Em 1992, retratou a vida dos ciganos na Itália, na Bósnia e, depois, em diversos países balcânicos. Também fez jornadas por lugares do mundo inteiro para um projeto sobre HIV. AIDS in Uganda, publicado em 1995, o rendeu seu primeiro prêmio no World Press Photo e diversas outras distinções importantes, como o Kodak Young Photographer e o World Press Joop Swart Masterclass. O engajamento e a crítica social, prerrogativas de sua obra até então, permaneceram fortes em seus projetos posteriores, como L’au De La Est La, sobre as crianças da Bósnia no período pós-guerra.

Foto: Paolo Pellegrin.

Foto: Paolo Pellegrin.

A partir dos anos 2000, cobriu eventos importantes, do funeral de Yasser Arafat às revoluções de 2011 no norte da África. Antes de tornar-se membro da Magnum, em 2005, criou um projeto multimídia com Thomas Dworzak, Alex Majoli e Ilkka Uimonen. Em 2012, foi celebrado novamente no World Press Photo, dessa vez por uma reportagem sobre o Japão após o Tsunami. Também estão em seu currículo os prêmios Leica Medal of Excellence, Olivier Rebbot Award, Hansel-Meith Prize e a Robert Capa Gold Medal Award.

Foto: Paolo Pellegrin.

Foto: Paolo Pellegrin.

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