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4 de novembro de 2013

Os tons puídos da guerra, por Moises Saman


Retrato de Moises Saman

Nascido em Lima, criado em Barcelona, vivendo entre o Cairo e Nova Iorque, Moises Saman é um fotógrafo hispano-americano com um portfólio repleto de registros em zonas de guerra. Ainda que contemple imagens da vida dos civis no cotidiano dos conflitos, destacam-se em sua obra os cliques direto do front, que não revelam apenas o horror, mas o marasmo triste que a rotina na guerra pode estranhamente transmitir.

Foto: Moises Saman

Foto: Moises Saman

Foto: Moises Saman

Filho de uma família peruana e espanhola, Saman mudou-se para Barcelona quando completou um ano de idade, em 1975, e por lá passou a maior parte de sua juventude. Estudou Comunicação e Sociologia na California State University, nos Estados Unidos, e graduou-se em 1998. Foi durante seus últimos anos de curso que decidiu se tornar um fotógrafo, influenciado pelos jornalistas que cobriram as Guerras Balcânicas. Assim, conseguiu empregos em pequenos jornais californianos e, depois de se formar, mudou-se para Nova Iorque para completar um estágio de verão no jornal New York Newsday. Naquele outono, após a conclusão do trabalho, viajou ao Kosovo para fotografar o rescaldo da última guerra dos Bálcãs.

Foto: Moises Saman

Foto: Moises Saman

Foto: Moises Saman

Em 2000, tornou-se oficialmente um repórter fotográfico do Newsday, posição que ocupou até 2007. Durante seus sete anos na redação, cobriu as consequências dos ataques de 11 de Setembro, passando a maior parte de seu tempo entre Afeganistão, Iraque e outros países do Oriente Médio. Ainda que seu assunto, a fotografia em zonas de conflito, seja difícil, denso e pesado, Saman o retrata com certa delicadeza: não disfarça nem esconde o que está sendo mostrado, mas permite que os vazios da imagem digam tanto quanto as cenas chocantes. De acordo com ele, seu desejo é mostrar as semelhanças positivas quem unem o espirito humano: “Estou interessado nos momentos íntimos entre as pessoas, que nos lembram a dignidade e a esperança em face do conflito”.

Foto: Moises Saman

Foto: Moises Saman

Foto: Moises Saman

No outono de 2007, deixou o Newsday para se tornar um fotógrafo freelancer representado pela Panos Pictures, Durante esse período, contribuiu regularmente para veículos como New York Times, Humas Rights Watch, Newsweek e Time Magazine, entre outras publicações internacionais. Premiado pelo World Press Photo, Pictures of the Year e Overseas Press Club, teve imagens expostas no mundo inteiro e, em 2010, foi indicado a integrar a equipe da Magnum.

Foto: Moises Saman

Foto: Moises Saman

Foto: Moises Saman

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