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11 de agosto de 2015

Os enclaves visuais e subjetivos de Heiko Tiemann

 

 

“Quem lhes dá um lugar para se expressar ou mesmo a possibilidade de simplesmente viver nesse mundo?” Essa pergunta orienta o trabalho do fotógrafo alemão Heiko Tiemann junto a jovens da cidade de Duisburg, na Alemanha, abrigados de uma escola especializada em crianças e adolescentes com traumas, dificuldades de aprendizado e síndrome de Asperger.

 

 

 

“Sinto um forte senso de respeito e humildade. Não quero explorá-los, mas dar-lhes uma voz visual que ecoe, fundada em suas histórias, aparência e circunstâncias pessoais”, explica Heiko. O maior desafio, na visão do fotógrafo, foi o de conciliar a imersão na realidade dos fotografados com a atenção para que esse envolvimento resultasse em imagens significativas.

 

 

 

“Não há uma narrativa convencional nesse trabalho. São ‘enclaves’ visuais, tão individuais quando cada um dos personagens e imagens. São ‘mundos’ específicos dentro de cada enquadramento”, define.

 

 

 

Poderíamos dizer, seguindo o raciocínio de Heiko, que as imagens retratam o isolamento desses jovens e oferecem uma possibilidade de contato com a sociedade – ao mesmo tempo que permite, a quem observa as fotos, um diálogo com o que há de estranho e inadaptado em cada um de nós.

 

 

 

Heiko Tiemann nasceu em Bad Oeynhausen, Alemanha. Desde 2006, trabalha como fotógrafo e professor entre as cidades de Düsseldorf, Berlim e Londres. É pós-graduado pela Royal College of Art de Londres. Diversas instituições possuem obras de Heiko em suas coleções, entre elas a National Portrait Gallery, de Londres.

 

 

 

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