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27 de agosto de 2014

O legado de Francesca Woodman

Retrato de Francesca Woodman

Nos últimos anos, o trabalho da fotógrafa Francesca Woodman ganhou uma notoriedade muitas vezes motivada pela sua biografia trágica: com apenas 22 anos, ela se suicidou. O apelo da sua história de vida, no entanto, não é o único motivo que justifica a repercussão das fotos que ela deixou. Construindo cenas com pouquíssimos elementos, Francesca concebeu ensaios de extrema potência poética.

Foto: Francesca Woodman

Foto: Francesca Woodman

O cenário parece ser sempre o mesmo: uma enorme peça um tanto decadente, com um papel de parede que descola e objetos espalhados. Ângulos inusitados revelam corpos – incluindo o da própria fotógrafa, em alguns casos – cortados pelos limites do plano das fotografias. Circulam por esse lugar figuras humanas com o rosto escondido ou então oculto pelo borrar do movimento.

Foto: Francesca Woodman

Foto: Francesca Woodman

A nudez dos corpos femininos sugere certa sensualidade, ao mesmo tempo em que parece não se deixar contemplar senão por fragmentos. Uma atmosfera surrealista perpassa as imagens, que nos mostram situações um tanto absurdas. Por vezes, as fotos de Francesca dão a impressão de registrar movimentos de uma dança.

Foto: Francesca Woodman

Foto: Francesca Woodman

Algumas imagens posicionam as figuras humanas e o entorno de forma mimética, os corpos sendo absorvidos pelo ambiente ou então se somando aos móveis que estão à volta.

Foto: Francesca Woodman

Foto: Francesca Woodman

Francesca Woodman (1958-1981) nasceu em Denver, no Colorado (EUA). Filha de pai e mãe artistas, desenvolveu seu interesse pela fotografia ainda na escola. Mais tarde, em 1975, ingressou na Rhode Island School of Design. Desde a adolescência, passou temporadas na Itália.

Foto: Francesca Woodman

Foto: Francesca Woodman

Mudou-se para Nova York em 1979 e um ano mais tarde participou de uma residência artística na cidade de Peterbrough, no estado de New Hampshire, no nordeste dos Estados Unidos. Até seu suicídio, em 1981, realizou poucas exposições, em espaços alternativos de Nova York e Roma. A partir de meados da década de 1980, seu trabalho – que tem origem em um arquivo de aproximadamente 10 mil negativos, mantidos pelos seus pais – passou a circular em museus e galerias de todo o mundo.

 

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