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22 de novembro de 2013

O inferno da guerra na obra de Horst Faas

Retrato de Horst Faas

Quando um fotojornalista morre trabalhando em zonas de conflito, ele imediatamente atrai a atenção da mídia. Mesmo que se tratasse, até então, de um nome pouco badalado pela imprensa de massa, suas imagens são publicadas em larga escala e os créditos ganham um destaque maior do que o geralmente dado aos fotógrafos que se arriscam nos campos de batalha. O alemão Horst Faas, legendário na fotografia documental de guerra e um dos responsáveis por levar ao conhecimento público os horrores da Guerra do Vietnã, tem um nome bem menos famoso do que suas fotografias. Faleceu no ano passado, aos 79 anos, e ganhou apenas obituários discretos pelo mundo afora. Faas foi o vencedor do Prêmio Pulitzer por duas vezes e tem em seu portfólio imagens de conflitos na Argélia, Congo e, as mais famosas, Vietnã, presentes neste post.

Foto: Horst Faas

Foto: Horst Faas

Foto: Horst Faas

Foto: Horst Faas

Nascido na Alemanha em 1933, Faas entrou na agência Associated Press (AP) em 1956, onde permaneceu durante toda a sua carreira. Na Guerra do Vietnã, mais precisamente de 1962 a 1972, foi o chefe das “operações fotográficas” em Saigon. Chegou lá no mesmo dia que seu companheiro Peter Arnett, com o qual formou uma dupla por quase dez anos. Não apenas registrava a violência e o cotidiano dos soldados como recrutava – e treinava – jovens e talentosos forasteiros vietnamitas como fotógrafos freelancers, criando o que se tornou conhecido como “Horst’s Army” (algo como “Exército de Horst”).

Foto: Horst Faas

Foto: Horst Faas

Foto: Horst Faas

Em 1967, foi ferido com gravidade no Sul do Vietnã, mas seguiu sua carreira como editor. Um dos fotógrafos com quem trabalhou foi Nick Ut, vencedor do Pulitzer em 1972 pela imagem da menina vietnamita nua fugindo de um ataque de Napalm. Em 1976, foi destinado a Londres para atuar como editor sênior na Europa, aposentando-se apenas em 2004.

Foto: Horst Faas

Foto: Horst Faas

Foto: Horst Faas

Foto: Horst Faas

“Para obter a melhor imagem de um prisioneiro capturado, você tem que clicá-lo no exato momento em que ele é capturado, ou sua expressão será perdida para sempre. O mecanismo humano é de extremamente rápida recuperação. Meia hora depois, as expressões se foram, os rostos mudaram. A mãe com um bebê morto nos braços nunca mais parecerá tão desesperada, não importa o que ela sinta.”
Horst Faas

Foto: Horst Faas

Foto: Horst Faas

Foto: Horst Faas

Foto: Horst Faas

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