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28 de julho de 2015

O estranhamento nos retratos de William Ropp

 

 

Estranhamento talvez seja a melhor definição para o que sentimos diante dos retratos de William Ropp. O francês concebe imagens que dificilmente podem ser observadas de forma desinteressada – cada encontro com os rostos fotografados adquire o caráter de um embate com o outro.

 

 

 

 

Esse aspecto da produção de Ropp remete a sua trajetória: o fotógrafo trabalhou por décadas no teatro. Daí, quem sabe, vem sua habilidade para revelar rostos tão expressivos.

 

 

 

 

É quase como se cada retrato nos mostrasse o personagem de um conto de fadas – as imagens fornecendo algumas poucas pistas dos universos fantásticos aos quais pertencem. Além dos rostos, os corpos ganham destaque, em posições que muitas vezes parecem desconfortáveis – provocando, com efeito, desconforto em quem observa as fotografias.

 

 

 

 

Nascido em 1960, em Nancy (França), William Ropp ganhou notoriedade com a fotografia em preto e branco – tema do nosso próximo post. A mudança para a fotografia colorida (e digital) aconteceu em 2010. Entre as coleções que abrigam suas fotografias, destaque para os acervos do Museum of Fine Art (Houston, EUA), da Maison Européenne pour la Photographie (Paris) e da New York Public Library.

 

 

 

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