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13 de março de 2015

O cotidiano abstrato de Saul Leiter

 

Em uma frase, o fotógrafo da Magnum Alex Webb sintetiza a produção fotográfica de Saul Leiter: “…uma excepcional habilidade para extrair situações complexas da vida cotidiana, imagens que ecoam a abstração da pintura e que, simultaneamente, retratam o mundo de forma límpida.” No post de hoje, apresentamos um pouco desse olhar, que mescla simplicidade e sofisticação em imagens que sempre desafiam a interpretação de quem as observa.

 

 

 

O comentário de Webb, publicado no obituário da revista The New Yorker (após o falecimento de Leiter, em 2013), reúne palavras que à primeira vista podem soar contraditórias: complexidade e forma límpida, abstração e cotidiano. Mas se analisarmos as imagens, logo percebemos a capacidade do fotógrafo de articular esses conceitos em sua poética.

 

 

 

É como se Leiter lançasse pistas para o espectador – não à toa os reflexos são um elemento recorrente em suas fotografias, bem como silhuetas e transparências.

 

 

 

Nascido em Pittsburgh (Pensilvânia, EUA), Saul Leiter iniciou sua carreira nos anos 1940, nas ruas de Nova York. Na década seguinte, teve seu trabalho reconhecido por Edward Steichen, quem o incluiu em exposições do MoMa na década de 1950. Leiter tornou-se um importante fotógrafo de moda, mantendo em paralelo sua dedicação à fotografia de rua. Somente nos anos 1990 sua produção de imagens em cores ganhou maior notoriedade – grande parte dela era guardada por Leiter, sem vir a público.

 

 

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