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21 de setembro de 2011

Marc Riboud: fotojornalismo com olhos de poeta

Retrato de Marc Riboud

Você aborda as pessoas que quer fotografar, mas as fotografa em outro momento. Existem alguns segredinhos…
Marc Riboud

Foi aos 14 anos que o francês Marc Riboud tirou suas primeiras fotografias com a Kodak Vest Pocket de seu pai. A partir daí, a câmera tornou-se sua licença para investigar e apreciar o mundo ao seu redor. Em 1951, engenheiro por formação, tirou uma semana de folga da fábrica em que trabalhava em Lyon, sua cidade natal, com o objetivo de tirar fotos. Nunca mais voltou. Mudou-se para Paris e aprendeu a fotografar com os mestres da Magnum: Robert Capa, David Seymour e Henri Cartier-Bresson, que o ensinou preciosas técnicas de composição. Em 1953, tornou-se oficialmente membro da agência.

Pingyao, China, 2001. Foto: Marc Riboud

Entre 1955 a 1985, viajou pelo mundo inteiro — e é deste longo período que nasceram seus mais icônicos cliques. De um lado, Riboud testemunhou as atrocidades da guerra (eternizou o Vietnã do ponto de vista das duas partes do conflito) e a degradação de culturas reprimidas (esteve na China durante os anos da Revolução Cultural de Mao). Mas, de outro, registrou as belezas, delicadezas, lirismos e graças do cotidiano, seja na Polônia, nos países da África, no Camboja ou na França, onde vive hoje.

Janela de um antiquário em Beijing, 1965. Foto: Marc Riboud

Riboud saiu da Magnum em 1979, logo após uma temporada de 10 anos no Oriente. Desde então, revisitou cenários da Ásia e da Europa, além de constantemente clicar sua terra natal.

Foto: Marc Riboud

Entre suas imagens memoráveis está um clique feito durante uma manifestação contra a guerra do Vietnã em 1967. Nela, uma mulher segura delicadamente uma flor diante de militares armados. Outra fotografia icônica, esta responsável por o projetar no mundo das artes, é a de um pintor da Torre Eiffel totalmente sem proteção durante sua atividade, mas leve, sem aparentar preocupação.

Foto: Marc Riboud

Essas e outras imagens estiveram expostas em Porto Alegre este ano durante o FestFotoPoa. Intitulada Photographe, a mostra foi composta pelas 60 fotos que melhor representam seus 50 anos de carreira. Para os curadores, elas marcam tanto pelo resgate histórico quanto pela sensibilidade impressa na composição.

Riboud esteve no Brasil durante o FestFotoPoA de 2009. Na capital gaúcha, passeou, fotografou e lotou o auditório do Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo, onde contou algumas de suas histórias.

Montanhas de Huang-Shan, 1985. Foto. Marc Riboud

India, 1956. Foto: Marc Riboud

Anshan, 1957. Foto: Marc Riboud

 

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