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29 de outubro de 2014

Lalo de Almeida: O Homem e a Terra

Retrato de Lalo de Almeida

Além de referência na literatura, a obra Os Sertões, de Euclides da Cunha, foi fundamental para estudos importantes que buscaram compreender o Brasil em seus mais variados aspectos – geográficos, históricos, culturais, antropológicos. A riqueza do livro inspirou também o fotógrafo Lalo de Almeida, autor da série O Homem e a Terra.

Foto: Lalo de Almeida

Foto: Lalo de Almeida

O fotógrafo recorda o momento em que a ideia para o ensaio começou a se desenhar. “No capítulo ‘O Homem’, Euclides da Cunha faz um paralelo maravilhoso entre o gaúcho e o vaqueiro nordestino”, relembra. “Comecei documentando esses dois universos, com a ajuda do Prêmio Máximo da Bienal Internacional de Fotografia (1996) de Curitiba, que me possibilitou passar quatro meses fotografando no sul e no sertão nordestino”, explica Lalo.

Foto: Lalo de Almeida

Foto: Lalo de Almeida

“A partir daí, aumentei o projeto escolhendo um tipo humano característico de cada região brasileira. Selecionei então o gaúcho, o caiçara, o caipira, o pantaneiro, o jangadeiro, o sertanejo/vaqueiro e o ribeirinho amazônico. Todas, populações tradicionais que estavam e continuam em acelerado processo de transformação. Muitos tipos e aspectos haviam desaparecido completamente. Coisas que eu fotografei há alguns anos, já não existem mais”, comenta o fotógrafo.

Foto: Lalo de Almeida

Foto: Lalo de Almeida

Lalo de Almeida estudou fotografia no Instituto Europeo di Design, em Milão. Ingressou no fotojornalismo trabalhando em pequenas agências de Milão, cobrindo a crônica policial da cidade. Ainda na Itália, trabalhou para a agência Grazia Neri, realizando coberturas nacionais e internacionais, entre elas, a guerra na Bósnia. De volta para o Brasil trabalhou no Estado de S. Paulo, na Veja e, por 16 anos, na Folha de S. Paulo. Paralelamente à atuação jornalística, desenvolve trabalhos de fotografia documental.

Foto: Lalo de Almeida

Foto: Lalo de Almeida

O ensaio que trazemos neste post, além de ter sido contemplado com o Prêmio Máximo da I Bienal Internacional de Fotografia de Curitiba, foi indicado ao Internationaler Preis Für Jungen Bildjournalismus em 2003, na Alemanha, e ganhou o Prêmio Fundação Conrado Wessel em 2007. Atualmente, além de colaborar regularmente nas áreas de fotografia e vídeo com o jornal Folha de S. Paulo, faz reportagens desde 2005 para o The New York Times, no Brasil e na América do Sul.

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