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4 de setembro de 2015

Josef Sudek, o Poeta de Praga

 

 

Um dos fotógrafos mais importantes do Leste Europeu, Josef Sudek viveu em Praga do final da Primeira Guerra Mundial até sua morte, em 1976. Foi o conflito internacional da década de 1910 que o levou à cidade de Kafka, embora Sudek tivesse nascido na região da Boemia. Ele lutou no fronte italiano do exército austro-húngaro, experiência que lhe custou a amputação de um dos braços.

 

 

 

 

Mesmo assim, Sudek dedicou-se à fotografia depois da guerra, trabalhando com câmeras de grande formato. Tinha uma pensão decorrente de seus ferimentos no conflito, o que lhe facilitou a participação ativa na vida cultural de Praga – ele foi um dos fundadores da Sociedade Fotográfica Checa, em 1924.

 

 

 

 

Paisagens da região da Boemia compõem parte importante de sua produção fotográfica. A capital checa também foi um de seus principais interesses, sempre a partir de uma perspectiva de forte carga subjetiva. Outro elemento recorrente de suas imagens é o vidro, apresentado como suporte de texturas variadas e como superfície de contato com a luz. A propósito, tanto nas fotografias de naturezas-mortas como nos registros de paisagens, é a própria luz que, muitas vezes, torna-se protagonista.

 

 

 

 

Sudek carregou consigo as marcas destrutivas da guerra, mantendo sua produção ao longo da ocupação nazista e dos anos posteriores da Checoslováquia sob domínio soviético. Desenvolveu uma obra que dialoga com grandes nomes da fotografia no século 20. Sua trajetória lhe rendeu a alcunha de “o Poeta de Praga”.

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