Skip to content

13 de novembro de 2015

Jodi Bieber: mulheres que mataram seus maridos

 

 

Uma mulher morta a cada seis dias por seu parceiro afetivo; um estupro a cada 26 segundos. São dados sobre a vida das mulheres na África do Sul, onde a fotógrafa Jodi Bieber desenvolveu o ensaio Women who have murdered their husbands [Mulheres que mataram seus maridos], de 2005. Como informa o título, de forma bastante literal, Jodi retratou mulheres que reagiram de forma extrema à violência doméstica e foram parar na prisão feminina de Johannesburgo.

 

 

 

“Essas mulheres passam por abusos cruéis e sentem que não há outra alternativa. Uma delas foi condenada à prisão perpétua, pagou outra pessoa para matar seu marido. Mas ele a tinha obrigado a dormir com o melhor amigo dele, em frente ao marido. Penso que algumas pessoas simplesmente não sabem como superar esse tipo de situação”, conta a fotógrafa em entrevista à VICE.

 

 

 

Jodi teve autorização para passar apenas um dia na prisão fotografando as detentas. A maioria delas pede anistia ao governo sul-africano, relatando abusos prévios ou alegando defesa pessoal. A temática da violência contra mulheres tornou a fotógrafa mundialmente famosa com a publicação, em 2010, de uma foto de capa da revista TIME – o retrato da afegã Bibi Aisha, que teve as orelhas e o nariz cortado pelo marido e por membros do Talibã.

 

 

 

Nascida em Johannesburgo, em 1966, Jodi Bieber começou sua carreira cobrindo as eleições de 1994, na África do Sul, para o jornal The Star. Dois anos mais tarde, cursou um máster de fotografia na Holanda, que lhe abriu portas para desenvolver trabalhos em diversas publicações internacionais. Seus ensaios mais conhecidos retratam questões sociais da África do Sul. Além de exposições, Jodi realiza tutorias para fotógrafos premiados por bolsas e ministra workshops de fotografia.

 

 

 

Comments are closed.