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18 de setembro de 2015

James Nachtwey: a tragédia dos refugiados

 

 

O choque provocado pelas imagens recentes de milhares de imigrantes sírios tentando entrar na Europa para uma nova vida são talvez o ponto mais dramático de uma história que não começou nos últimos meses. A busca da população síria por abrigo fora do país vem desde já alguns anos, como resultado da guerra civil do início da década, que mais tarde teve como consequência o surgimento do Estado Islâmico. No post de hoje, apresentamos uma reportagem do fotógrafo norte-americano James Nachtwey para a revista Time, realizada entre 2013 e 2014, nos campos de refugiados de Za’atari (Jordânia) e do vale do Beqaa (Líbano).

 

 

 

 

Um dos principais aspectos abordados pela matéria é a dimensão (a)temporal da vida em um campo de refugiados. Idealmente residências provisórias, esses refúgios vão aos poucos se tornando o novo território de milhares de pessoas que perderam sua pátria e seus lares – aos quais, muitas vezes, nunca retornarão. Locais em que as condições básicas de sobrevivência são, no melhor dos casos, de alguma forma administradas, mas onde as noções de cidadania e identidade se esfacelam.

 

 

 

 

As fotos de Nachtwey parecem carregar certa atemporalidade de um limbo, de uma prisão em que não restam muitas perspectivas para os refugiados que não a própria sobrevivência. Onde estarão hoje as pessoas retratadas pelo fotógrafo? Em alguma balsa, em alto mar, rumo à Europa? À margem de alguma fronteira em busca de asilo?

 

 

 

 

Nascido em Massachusetts (Estados Unidos), James Nachtwey é fotógrafo da Time desde 1984. De 1986 a 2001 foi membro da Magnum, até criar a agência VII. Desde os anos 1980, Nachtwey cobre situações de crises sociais ao redor do mundo.

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