Skip to content

17 de dezembro de 2014

Interior/Exterior, de Marja Pirilä

Retrato de Marja Pirilä.

Utilizando a técnica da câmara escura, Marja Pirilä joga com as nossas noções espaciais na série Interior/Exterior. “A ideia documental do início do projeto logo se expandiu numa nova direção. As fotos passaram a formar não somente o espaço habitado pelas pessoas, como também constituíram uma incursão em paisagens mentais: memórias, devaneios, sonhos, medos”, conta a fotógrafa finlandesa.

Foto: Marja Pirilä.

Foto: Marja Pirilä.

“Em espaços convertidos em câmara escura, pude capturar imagens das pessoas ao mesmo tempo que fotografava a vista que elas tinham de suas janelas”, explica Marja.

Foto: Marja Pirilä.

Foto: Marja Pirilä.

O processo funciona da seguinte forma: as janelas são cobertas por cortinas blecaute com um pequeno furo – por onde passa a luz –, onde é colocada uma lente convexa simples. A origem da técnica da câmera escura remonta a séculos antes de Cristo, na China. Teve desdobramentos na Grécia Antiga, e chegou a artistas que desde o Renascimento a utilizaram para pintar e desenhar.

Foto: Marja Pirilä.

Foto: Marja Pirilä.

“A janela é a fronteira entre o público e o privado, o pessoal e o compartilhado e, se você quiser, entre a psique e a cultura”, interpreta Janne Seppänen, professor da Universidade de Arte e Design de Helsinki – uma das leituras possíveis para o trabalho de Marja.

Foto: Marja Pirilä.

Foto: Marja Pirilä.

Nascida em 1957, Marja Pirilä formou-se em 1986 pela Universidade de Arte e Design da capital finlandesa. Participou de inúmeras mostras individuais e coletivas, realizando também residências artísticas. Desde 1996 trabalha de forma intensa com a técnica da câmera escura – para ela, “um método para investigar paisagens mentais e os nossos entornos, convocando sentimentos subconscientes para a luz do dia”.

Foto: Marja Pirilä.

Foto: Marja Pirilä.

Comments are closed.