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25 de março de 2013

“Não sou um artista. Sou um criador de imagens” Thomas Hoepker

Retrato de Thomas Hoepker.

Na semana passada falamos aqui sobre a mais controversa imagem do 11/9, assinada pelo fotógrafo alemão Thomas Hoepker. Não por acaso, trata-se da mais famosa de suas fotografias, debatida incansavelmente após sua publicação, em 2006. Mas o registro está longe de ser o único icônico em seu portfólio. São de sua autoria, também, os mais famosos registros já feitos de Muhammad Ali, além de diversas imagens de valor documental e antropológico feitas ao redor do mundo. E é sobre a importância do conjunto da obra desse veterano integrante da Magnum que pretendemos falar neste post.

Foto: Thomas Hoepker.

Foto: Thomas Hoepker.

Com uma carreira de mais de 50 anos, Thomas Hoepker especializou-se em reportagem, sempre elegante em seu uso de cores. Nascido em 1936, em Munique, estudou História da Arte e Arqueologia e entre 1960 e 1963 trabalhou como fotógrafo para as publicações Münchner Illustrierte e Kristall, cobrindo eventos nos cinco continentes. Em 1964, passou a trabalhar na Stern Magazine como repórter fotográfico, mesmo ano em que Magnum passou a distribuir suas imagens de arquivo – ele só se tornaria um membro pleno no fim da década de 1980. Entre as diversas áreas em que atuou, foi cinegrafista e produziu documentários para a televisão alemã. Na década de 1970, trabalhou em parceria com sua esposa, a jornalista Eva Windmoeller, primeiro na Alemanha, depois em Nova Iorque, para onde mudaram-se como correspondentes da Stern.

 

Foto: Thomas Hoepker.

Foto: Thomas Hoepker.

Hoepker se define como um fotógrafo de rua, vê o que acontece ao redor de si e fotografa. “Não existe o conceito de premeditado, de pré-arranjado. Na minha visão, esse é o interessante da fotografia: recortar uma parte da realidade e capturar momentos adequados para serem documentados de forma memorável”. Ainda em suas palavras, a receita certa para produzir esses registros possui apenas quatro ingredientes: um bom olhar, tempo, paciência e, confessa, pura sorte.

Foto: Thomas Hoepker.

Foto: Thomas Hoepker.

De 1978 a 1981, Hoepker foi diretor de fotografia para a edição americana da Geo. O fotógrafo também atuou como Diretor de Arte para a Stern em Hamburgo entre 1987 e 1989, ano em que se tornou membro pleno da Magnum, que presidiu entre 2003 e 2006. Para ele, a mítica agência permanece a mais interessante do mundo desde sua fundação, em 1947, graças ao seu constante esforço em manter sua tradição e abraçar novas e pioneiras ideias. “Isso se deve em grande parte às contribuições de nossos jovens fotógrafos, especialmente interessados em combinar a alta qualidade das imagens com as possibilidades dos meios de comunicação modernos”.

Hoje, Hoepker vive em Nova Iorque, onde filma e produz documentários para a TV em parceria com sua segunda esposa, Christine Kruchen.

Foto: Thomas Hoepker.

Foto: Thomas Hoepker.

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