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25 de agosto de 2015

Guillaume Amat e os limites da fotografia

 

 

A representação da paisagem e os limites da fotografia são questões presentes na série Open Fields [Campos abertos], de Guillaume Amat. A partir de um trabalho meticuloso envolvendo a escolha de espaços e intervenções com o uso de um espelho, Amat provoca o estranhamento do espectador diante de suas imagens.

 

 

 

O fotógrafo posiciona um espelho de 80 x 120 cm diante de sua câmera, criando um novo enquadramento dentro do plano da imagem. O que vemos – e que parece uma fotografia dentro de outra – nada mais é do que o reflexo daquilo que está fora do plano, mesclado de forma mais ou menos harmônica com a paisagem ao redor do espelho.

 

 

 

A partir dessa sobreposição de imagens e paisagens, Amat torna permeáveis os limites do enquadramento e da posição da câmera, ao mesmo tempo em que reforça o papel das escolhas do fotógrafo em relação ao que deve ou não aparecer na fotografia.

 

 

 

As composições de Amat, obtidas com uma câmera de médio formato, constroem espaços efêmeros, que duram o tempo da intervenção e existem somente a partir do ângulo escolhido pelo fotógrafo. Desse jogo de enquadramentos, surgem novas paisagens.

 

 

 

Nascido em 1980, em Paris, Guillaume Amat dedica-se a projetos de longa duração, utilizando variados tipos de câmera e suporte. Já realizou quatro exposições individuais na França e participou de exposições coletivas na Europa e nos Estados Unidos. Já teve trabalhos publicados em periódicos como The Guardian, Times e Le Monde.

 

 

 

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