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28 de setembro de 2011

Frans Lanting e sua jornada fotográfica através do tempo

Retrato de Frans Lanting em uma de suas expedições.

Quando se trata de fotografia de natureza, Frans Lanting pode ser apontado como excelente referência contemporânea. Membro do time da National Geographic, documentou a vida selvagem e sua relação com o homem durante mais de duas décadas viajando por lugares como a Amazônia e a Antártica. Entre suas 10 obras autorais, destaca-se Life: A Journey Through Time (2006), uma interpretação lírica da vida na terra desde o seu princípio primitivo até o tempo presente, com toda a sua diversidade .

Nautilus Shell, Sul do oceano pacífico. Foto: Frans Lanting

Holandês radicado nos Estados Unidos, Lanting afirma que um de seus maiores desafios durante a produção foi evocar um mundo que há milênios deixou de existir, do tempo em que não havia plantas nem animais. Seu objetivo era promover conhecimento acerca da terra e, de certa forma, contar a sua história. Como consequência, suas imagens são carregadas não apenas de paixão, mas de uma atmosfera de admiração pelo mundo que o cerca.

Lava Ressecada, Hawaii. Foto: Frans Lanting

A inspiração para o projeto surgiu quando clicava caranguejos na beira de um estuário. Enquanto eles rastejavam para fora da água, o fotógrafo pensou nestes seres como cápsulas do tempo: há centenas de milhares de anos, criaturas como eles faziam a mesma coisa.

Nuvens e Oceano Índico. Foto: Frans Lanting

Maravilhado e movido pela curiosidade, Lanting passou os sete anos seguintes viajando por cada continente do mundo para capturar formas de vida, desde as imortalizadas em fósseis até as gigantescas tartarugas que já estavam no mundo quando o céu ainda não era azul.

Geyser, Nevada. Foto: Frans Lanting

Durante o processo, o fotógrafo trabalhou do amanhecer ao anoitecer, debaixo d’água e no ar. Consultou cientistas, biólogos, geólogos e paleontólogos para captar imagens que representassem os quatro bilhões de anos e meio de história da terra, de suas origens cósmicas até o surgimento da vida como uma força irreprimível, como gosta de definir.

Water Lilies Botswana. Foto: Frans Lanting

Flower Hat Jelly, Califórnia. Foto: Frans Lanting.

Durante os primeiros anos, as imagens eram captadas em filme, o que se tornou cada vez mais complicado, ainda mais depois dos atentados do 11 de setembro, que reforçaram a segurança em aviões e dificultaram que se viajasse com substâncias que faziam parte de seu material fotográfico.

Nascimento de um crocodilo, Botswana. Foto: Frans Lanting

A edição das imagens, entretanto, sempre foi feita digitalmente. Lanting conta que em certas saídas de campo, sua esposa, Christine Eckstrom, escritora de longa data da National Geographic e cinegrafista, conectou os laptops em baterias de carro ou painéis solares, quando nenhuma outra fonte de energia estava disponível.

Thorny Devil, Australia. Foto: Frans Lanting

Cheetah, Namibia. Foto: Frans Lanting

Além de um livro, uma exposição itinerante e um site educacional, o projeto ganhou uma versão musical orquestrada, parceria de Lanting com o designer visual Alexander V. Nichols e o aclamado músico Philip Glass (que, a propósito, esteve no último Porto Alegre em Cena com a produção “A Flauta Mágica”). O espetáculo multimídia uniu ciência, música e fotografia.

Flamingos, Botswana. Foto: Frans Lanting

Elephantes e Impala, Botswana. Foto: Frans Lanting

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