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16 de dezembro de 2013

“Eu me tornei um fotógrafo porque não tenho memória”, Patrick Zachmann

Retrato de Patrick Zachmann

“Eu me tornei um fotógrafo porque não tenho memória. A fotografia me permite reconstruir os álbuns de família que nunca tive. As imagens que faltam se tornaram o motor da minha pesquisa.”

Foto: Patrick Zachmann

Foto: Patrick Zachmann

Fotografo freelancer desde 1976 e membro da Magnum Photos desde 1990, o francês Patrick Zachmann se dedica a projetos de longo prazo sobre identidade cultural, memória, e imigração. Com 40 anos de carreira, detém do fotojornalismo o método errante, o senso agudo de reportagem e principalmente a profunda empatia pelos personagens que retrata. Seu portfólio revela uma ânsia quase obsessiva por registrar o que vê, característica que o próprio atribui a sua falta de memória. As imagens presentes neste post são um pouco do que seu olhar revela sobra a questão da imigração.

Foto: Patrick Zachmann

Foto: Patrick Zachmann

Zachmann nasceu na capital francesa em 1955 e de 1982 a 1984 dedicou-se intensamente a dois projetos que o tornaram referência, um sobre paisagens de rodovias financiado pelo Ministério da Cultura francês; o outro, uma documentação dos desafios de integração enfrentados por jovens imigrantes em bairros ao norte de Marselha. Também no início de sua carreira, ele mergulhou no mundo violento da polícia napolitana e da máfia Camorra, resultando em um livro e um texto ficcional inspirado pelas imagens, com ares de fotografia de cinema.

Foto: Patrick Zachmann

Foto: Patrick Zachmann

Em 1987, depois de trabalhar por sete anos em um projeto sobre a identidade judaica, publicou seu segundo livro, Enquête d’Identité ou Un Juif à la recherche de sa mémoire (1987), “Inquérito sobre a identidade ou um judeu em busca de sua memória”. Nos anos seguintes, dedicou-se à pesquisa da diáspora chinesa no mundo inteiro, publicando, em 1995, o aclamado L’Œil d’un Long Nez (em tradução literal, “O olho de um nariz comprido”), acompanhado de uma exposição que percorreu dez países da Ásia e da Europa.

Foto: Patrick Zachmann

Foto: Patrick Zachmann

Hoje, Zachmann também se dedica bastante ao cinema. Foi entre 1996 e 1998 que dirigiu seus primeiros filmes, ambos sobre a questão da memória: o curta autobiográfico La Mémoire de Mon Père e o longa Journal d’um Photographe, sobre o desaparecimento de traços da memória no Chile.

Foto: Patrick Zachmann

Foto: Patrick Zachmann

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