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13 de outubro de 2017

Donald Pettit: uma odisseia fotográfica no espaço

Retrato de Donald Pettit.


No momento de falar sobre as fotos do astronauta da NASA Donald Pettit, o clássico de Stanley Kubrick,
2001: Uma odisseia no espaço, é frequentemente lembrado. Com criatividade e persistência, Pettit combina técnicas fotográficas e inventa mecanismos para captar fenômenos ainda mais incríveis que o túnel de luz por onde passam os tripulantes da fictícia nave Discovery.

Pettit não viaja no tempo, mas suas fotos parecem enganar o relógio. Elas condensam em apenas uma imagem o movimento orbital da nave e das estrelas ao longo de até 15 minutos formando desenhos que nunca seriam vistos a olho nu. O problema é que no espaço sideral, conforme o astronauta explica, o tempo de exposição das fotografias não deve ultrapassar 30 segundos, pois a partir desse marco a imagem é afetada por efeitos indesejados. A solução encontrada pelo autor é produzir várias fotos de 30 segundos e empregar um software para convergir todas. Portanto, as imagens finais, publicadas neste post, são composições formadas por dezenas de fotografias.

Foto: Donald Pettit.

Foto: Donald Pettit.

Fotografar o planeta para coletar dados faz parte do seu trabalho, mas o entusiasmo pela fotografia leva Pettit a passar todo seu tempo livre fotografando. Ele já foi ao espaço três vezes e contabiliza 370 dias vividos fora da Terra. Na mala da última viagem, levou nada menos do que dez DSLRs e com elas produziu imagens do interior da nave que brincam com a gravidade zero, além de fazer registros incríveis do que se passa no exterior.

Neste vídeo em inglês (sem legendas disponíveis), Donald Pettit compartilha suas experiências únicas e dá detalhes sobre as dificuldades que encontra ao fotografar no espaço. Um dos desafios é a velocidade de navegação: a estação espacial se move tão rápido que ele tem de 3 a 5 segundos para fotografar um ponto específico da Terra. Por esse motivo, as câmeras ficam sempre ligadas; não há tempo para desligar e ligar novamente. Os reflexos das janelas representam outro grande inimigo para a fotografia, assim como as sombras que inevitavelmente se tornam muito contrastantes. Como se não bastasse, os hard drives onde as fotos são salvas tendem a estragar no espaço.

Foto: Donald Pettit.

Foto: Donald Pettit.

Pettit está sempre em busca de soluções para problemas que enfrenta ao fotografar no espaço. Um exemplo é a utilização da técnica HDR, que une várias exposições em uma imagem, para capturar todas as luzes da aurora boreal. Para mostrar o interior apertado da nave, ele utiliza uma lente olho de peixe de 8mm. Entre as suas invenções estão um dispositivo modificado para realizar fotografias da Terra em infravermelho e um mecanismo que compensa o movimento da nave para aumentar a resolução de fotografias das cidades iluminadas à noite.

Foto: Donald Pettit.

Foto: Donald Pettit.

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