Skip to content

16 de maio de 2013

David Bailey, fotógrafo e ícone cultural

Autorretrato de David Bailey.

Mais do que um dos nomes mais conhecidos da fotografia britânica, David Bailey é um ícone cultural do século 20. Além de construir um portfólio influente na fotografia editorial, foi um dos responsáveis por agitar e documentar a Swinging London, alcunha dos primeiros anos da efervescente década de 1960 na capital inglesa. Com um estilo inovador, em especial no campo dos retratos e da moda, Bailey colaborou para algumas das maiores revistas do mundo, em especial a Vogue.

Jude Law. Foto: David Bailey.

Foto: David Bailey.

Nascido em 1938 em Leyston, bairro da parte leste de Londres, David é um dos vários personagens da história da fotografia que teve sua vida marcada pela Segunda Guerra Mundial. Depois da casa em que vivia ser destruída, mudou-se com a família para o subúrbio de East Ham, onde cresceu imaginando Adolf Hitler como o assassino de Bambi e Mickey Mouse. Problemas como dislexia e dispraxia também determinaram sua conturbada adolescência. Pouco afeito aos estudos, deixou a escola aos 15 anos e passou os próximos três oscilando entre empregos. Em 1956, entretanto, quando seu grande objetivo era ser como o trompetista Chet Baker, foi convocado para servir à Real Força Aérea do Reino Unido em Singapura, na Malásia, onde permaneceu até 1958. Impossibilitado de exercer as atividades de viés criativo e com seu trompete confiscado, comprou uma Rolleiflex, sua segunda câmera (a primeira foi uma Brownie que pertencia a seus pais).

Foto: David Bailey.

Foto: David Bailey.

Determinado a seguir a carreira de fotógrafo, os primeiros passos de Bailey ao ser liberado da Força Aérea foram comprar uma nova câmera, uma Canon “Rangefinder”, e tentar cursar a London College of Printing, um anexo de ensino de artes do London Institute que o recusou por conta de seu baixo rendimento escolar. Assim, passou a trabalhar como assistente de fotógrafos da cidade, fazendo trabalhos menores em seus estúdios. Em 1959, tornou-se assistente do então conhecido John French e passou a fazer trabalhos autorais e ganhar dinheiro como freelancer. Foi em 1960 que foi contratado para clicar os editoriais de moda do veículo que o transformaria em uma celebridade internacional, a Vogue. Na publicação, estabeleceu-se como um dos grandes nomes da década ao criar retratos de celebridades como os Beatles, Roman Polanski, Mick Jagger e Andy Warhol, fotografias presentes no imaginário coletivo mundial. Paralelamente, Bailey capturou momentos ímpares da contracultura inglesa, sendo responsável, em um só tempo, por documentar e fermentar os acontecimentos da “Swinging London”.

Lucy Liu. Foto: David Bailey.

Foto: David Bailey.

Aos 75 anos, Bailey permanece na ativa. Em maio do ano passado, foi uma das atrações do primeiro seminário organizado pela Vogue britânica, onde repassou, com extremo bom humor, toda a sua carreira. Ao longo dos anos 1970, além de se manter firme na fotografia editorial, também dirigiu três documentários, fotografou capas de discos de Rolling Stones, Paul Weller e Marianne Faithfull, publicou três livros, casou-se e se separou de Catherine Deneuve. No fim dos anos 1980, ganhou um Leão de Ouro no Festival de Cinema de Cannes por um filme produzido para o Greenpeace. Com mais uma série de projetos desenvolvidos nas décadas de 1990 e 2000, foi condecorado em 2011 como Comandante da Ordem do Império Britânico por toda a sua colaboração artística.

Foto: David Bailey.

Foto: David Bailey.

Share your thoughts, post a comment.

(required)
(required)

Note: HTML is allowed. Your email address will never be published.

Subscribe to comments