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10 de novembro de 2015

Barat Ali Batoor: os meninos dançarinos afegãos

 

 

O fotógrafo afegão Barat Ali Batoor revela em seu ensaio The Dancing Boys of Afghanistan [Os meninos dançarinos do Afeganistão] um fenômeno que passou a ser rotina no país nos anos posteriores à queda do regime talibã: a exploração de crianças como escravas sexuais.

 

 

 

Embora não haja estatísticas precisas a respeito, diversos organismos internacionais já fizeram seus alertas sobre essa realidade, observada em variadas regiões do país e mesmo na capital, Kabul. Em geral, são afegãos ricos que, de forma velada, exploram meninos como seus parceiros – muitas vezes, vestindo-os de mulher e obrigando-os a dançar em festas privadas.

 

 

 

Os garotos são vistos como propriedades dos adultos que os exploram. As alegações para manter esse tipo de relacionamento são variadas, conforme matéria do The Washington Post: desde os custos para o casamento com uma mulher na sociedade afegã até a segregação de gêneros – a companhia de um menino em locais públicos não é proibida, ao contrário do que acontece nos contatos entre homens e mulheres.

 

 

 

Trata-se também de uma forma de lidar com a homossexualidade, um forte tabu nos países que seguem leis baseadas no Alcorão. Durante os anos do regime talibã, homens suspeitos de manter relações sexuais com outros homens – adultos ou crianças – eram executados. Após a queda do regime, esse fenômeno emergiu das sombras na forma de exploração sexual.

 

 

 

Nascido em 1983, Barat Ali Batoor viveu fora do Afeganistão até 2001, quando retornou ao país. Desde então, decidiu usar a fotografia como meio de expressão para reportar as transformações vividas no país. Já participou de diversas exposições internacionais e teve seu trabalho sobre os meninos afegãos premiado pelo New York Open Society Institute.

 

 

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