Skip to content

2 de abril de 2012

As alegorias e retratos de Julia Margaret Cameron

Não foi apenas para a economia e a política britânicas que a “Era Vitoriana” (1837 – 1901) foi sinônimo de prosperidade: a época também rendeu bons frutos no campo da cultura. Neste cenário, surgiu a obra de Julia Margaret Cameron (1815 – 1879).

Study of Beatrice Cenci, Model is May Prinsep, 1867. Foto: Julia Margaret Cameron.

The Parting of Sir Lancelot and Queen Guinevere, 1874. Foto: Julia Margaret Cameron.

The Kiss of Peace, 1869. Foto: Julia Margaret Cameron.

Cameron nasceu em 1815 em Calcutá, na Índia, onde seu pai, um oficial inglês da East India Company, levara a família à trabalho. Entre as irmãs, ela era considerada o “patinho feio” — mais tarde, Virgina Woolf a definiria como a talentosa dentre as três irmãs, no prefácio de sua primeira coleção de fotografias, publicada pela Hogarth Press em 1926.

The Red and White Roses, 1865. Foto: Julia Margaret Cameron.

The Whisper of the Muse, G.F. Watts and children, 1865. Foto: Julia Margaret Cameron.

Days At Freshwater, 1870. Foto: Julia Margaret Cameron.

Cameron foi educada na França, mas retornou à Índia para se casar com um jurista inglês. Em 1848, quando seu marido se aposentou, passou a morar na Inglaterra. Sua irmã Sarah Prinsep era proprietária de um estabelecimento frequentado por muitos dos mais importantes artistas e escritores da cena londrina, com quem Julia faria amizade.

The Day Spring, My Grandchild aged two years and three months, 1865. Foto: Julia Margaret Cameron.

Love in Idleness, 1867. Foto: Julia Margaret Cameron.

I Wait, 1872. Foto: Julia Margaret Cameron.

Por ser de família abastada, o envolvimento de Cameron com a fotografia foi sempre baseado no prazer, e não em outro tipo de necessidade. Ganhou sua primeira câmera já aos 48 anos, como presente de uma de suas filhas. Sua carreira decolou rápido. Em um ano, era membro das sociedades de fotografia inglesa e escocesa.

The Gardener's Daughter, 1867. Foto: Julia Margaret Cameron.

King Lear allotting his Kingdom to his three daughters, 1872, by Julia Margaret Cameron

Sua relação com a nova ocupação era muitas vezes obsessiva, movida por um anseio de, nas palavras dela, prender toda a beleza que existe. Fazia com que seus modelos posassem por horas a fio enquanto ela laboriosamente revestia e expunha cada chapa. O resultado era pouco convencional: suas imagens tinham uma dose de subjetividade, forte apelo cênico e iluminação peculiar. A maior parte de suas fotografias se enquadra em duas categorias: retratos e alegorias encenadas, inspiradas em obras religiosas e literárias. As imagens que fez de seus amigos famosos, entre eles Charles Darwin, ajudaram a torná-la conhecida.

Charles Darwin, 1969. Foto: Julia Margaret Cameron.

Sir John Herschel with Cap, 1867. Foto: Julia Margaret Cameron.

Julia Prinsep Stephen, sobrinha de Cameron, escreveu sua biografia, publicada na primeira edição do Dictionary of National Biography, em 1886. Stephen era, além do assunto favorito da fotógrafa, sua sobrinha e mãe de Virginia Woolf.

Share your thoughts, post a comment.

(required)
(required)

Note: HTML is allowed. Your email address will never be published.

Subscribe to comments