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20 de dezembro de 2012

A vertigem de Entre Morros, por Claudia Jaguaribe

 

Formada em História da Arte pela Boston University, a carioca Claudia Jaguaribe (1956) se dedica intensamente à pesquisa plástica com um trabalho que se vale de diferentes mídias: vídeo, internet e especialmente fotografia. A cada novo ensaio, evidencia o que os críticos chamam de “inquietação visual”: uma busca por retratar os desafios do mundo contemporâneo – seu ritmo acelerado e suas constantes incertezas, inseguranças e idiossincrasias – e ao mesmo tempo satisfazer sua veia criativa. São os contrastes da realidade dos morros de sua terra natal vistas em um contexto panorâmico que chamam a atenção no recém lançado Entre Morros (2012), cujas imagens ilustram este post. Depois do livro Rio de Janeiro (2006), fruto de uma parceria com Luiz Alfredo Garcia-Roza, Jaguaribe volta a clicar a cidade com a proposta de levar o espectador a uma viagem imaginária, surpreendente e com ares de metalinguagem.

 

 

 

Nas palavras do jornalista Alexandre Belém, a obra mescla cenários gerados pela câmera com aqueles presentes na memória afetiva de Claudia, radicada há muito em São Paulo. Cartões postais ganham novos ângulos e cenas típicas da cidade não aparentam ser tão reais. Editado pela Cosac Naify, a obra traz textos do professor da UFRJ Mauricio Lissovsky, de Sergio Burgi, coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles, e do jornalista Antonio Gonçalves Filho. A concepção do livro é diferenciada e dá outro caráter às imagens: as páginas são compostas por um conjunto de fotografias panorâmicas verticais que, interrompidas por um folder, demandam manuseio. Após sua abertura é possível conferir, também, um panorama horizontal.

 

 

 

Com quase 25 anos de carreira, Jaguaribe começou sua trajetória profissional aliando a experiência didático-acadêmica à editorial. Realizou trabalhos de moda e publicidade para revistas e jornais brasileiros e internacionais, como Veja, Exame, Playboy, The Harvard Magazine, Vogue, Marie Claire, O Globo, Folha de São Paulo e Jornal do Brasil. Claudia realizou sua primeira mostra individual em 1982. A partir daí, passou a expor regularmente em capitais brasileiras e no exterior. Trabalhos de sua autoria foram exibidos nos Museus de Arte Moderna do Rio de Janeiro e de São Paulo (MAM), no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo; no Kennedy Center, em Washington, e no Paço das Artes, no Rio. Além disso, seus vídeos foram exibidos nos principais festivais nacionais e internacionais, como o Alucine – Toronto, Mostra Audiovisual Paulista, e Festival de Santiago Alvarez – Cuba.

 

 

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