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11 de dezembro de 2015

A quietude glacial de Jean De Pomereu

 

 

“Para mim, a Antártida é um objeto de fascínio visual e intelectual constante. Uma natureza selvagem que, por mais escrutinada e descontruída que seja, permanece imóvel em sua quietude glacial, seu silêncio penetrante e sua habilidade para nos levar, pouco a pouco, em direção àquilo que é essencial.” Assim, o fotógrafo neozelandês Jean De Pomereu define o continente antártico, que protagoniza ensaios que realiza desde 2003 em expedições com artistas e cientistas.

 

 

 

 

Na série Sans Nom, De Pomereu fotografa um dos elementos mais constantes da paisagem do Polo Sul: os inúmeros icebergs sem nome da região, que evocam, nas palavras do fotógrafo, a fragilidade e a potência do gelo. As imagem foram capturadas no leste antártico, na baía Prydz.

 

 

 

 

“O silêncio e a desolação são profundos – como se o tempo tivesse parado. A fissura no gelo revela o primeiro rompimento nesse mundo de calma e silêncio. É o primeiro sinal dramático da chegada da primavera no lago de gelo”, conta o fotógrafo.

 

 

 

 

Jean De Pomereu tem mestrado pelo Scott Polar Research Institute, da Universidade de Cambridge. Dá palestras sobre a interpretação visual da Antártida e participa de projetos editoriais focados nos pioneiros da fotografia no Polo Sul. Foi o fotógrafo oficial do projeto Stellar Axis Antarctica, da artista Lita Albuquerque, considerado uma das mais ambiciosas empreitadas artísticas no continente antártico. Suas imagens já foram expostas em museus e galerias europeus, dos Estados Unidos, da China e da Nova Zelândia.

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