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2 de setembro de 2016

Um retorno à Albânia, por Enri Canaj

 

 

A série que apresentamos hoje é fruto do retorno de um fotógrafo a sua terra natal. Enri Canaj, mudou-se para a Grécia aos 10 anos de idade, quando as fronteiras albanesas se abriram após o fim da União Soviética. Ao longo de sua adolescência e juventude, no entanto, ele manteve a Albânia em suas memórias de infância. Já atuando como fotógrafo, decidiu confrontar as imagens que guardava com o que a visita ao país lhe reservava.

 

 

 

 

“O que encontrei foi modernidade e tradição convivendo juntas. Viajei muito e comecei a conhecer meu local de nascimento, as pessoas e sua mentalidade”, relembra Canaj. De fato, as tradições dos Bálcãs seguem muito presentes no cotidiano albanês – com a queda do regime soviético, muitas delas retornaram com força ao dia a dia do país.

 

 

 

 

“Fiz essa jornada com minha esposa. Quando as pessoas se davam conta de que éramos casados, elas eram muito acolhedoras e nos recebiam em suas casas com bênçãos e saudações”, conta o fotógrafo, destacando o papel do casamento na sociedade albanesa.

 

 

 

 

Outro aspecto cultural observado por Canaj é a importância das relações entre vizinhos, o que ressalta a força dos laços comunitários na Albânia. O fotógrafo apresenta esse contexto em suas imagens, buscando também revelar em suas imagens um tempo um tanto desacelerado em comparação à Europa ocidental.

 

 

 

 

Nascido em Tirana, na Albânia, em 1980, Enri Canaj vive em Atenas e desenvolve seus trabalhos entre na Grécia e nos Bálcãs. Estudou fotografia na Leica Academy de Atenas e atua como freelancer para diversas publicações. Recentemente, tem realizado projetos que têm como tema a recente crise migratória do Mediterrâneo.

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