Skip to content

29 de julho de 2016

Diego Bardone: explorando os limites da privacidade

 

Uma questão conflituosa da fotografia motivou o italiano Diego Bardone a conceber Faceless: an Ode to Privacy Laws [Sem rosto: uma ode às leis de privacidade]: imagens obtidas nas ruas expõem rostos de transeuntes aos quais, na maioria dos casos, não se pede nenhuma autorização. Aproveitando a potencialidade estética dessa discussão, Bardone produziu uma série em que não se vê rostos e que revela o cuidado compositivo do fotógrafo.

 

 

 

 

“É um diário, um tributo àqueles atores inconscientes que tenho a sorte de encontrar durante minha caminhada solitária por Milão. É como me ver numa espécie de espelho virtual: sou cada um deles, e eles são minha alegria caminhante que se transforma em fotografia. Apenas por diversão, pois isso me deixa feliz”, conta o fotógrafo.

 

 

 

Ao ocultar rostos, Bardone confere outro tipo de complexidade às fotografias, que substitui os mistérios da fisionomia humana. As composições, fragmentadas, ora se apropriam de caras estampadas em anúncios e periódicos, ora mesclam elementos urbanos aos corpos, explorando o aspecto caótico das ruas. A partir de uma limitação auto-imposta – não fotografar rostos –, Bardone constrói imagens que apostam no bom humor e na surpresa diante do cotidiano.q

 

 

 

 

Diego Bardone nasceu em Milão, em 1963. No início da carreira, atuou como fotojornalista. Mais tarde, deu vasão a sua criatividade desenvolvendo projetos pessoais, exibidos desde 2011 em exposições na Europa. Desde então, suas fotografias das ruas de Milão estampas as páginas de periódicos como La Repubblica e The Independent.

Comments are closed.