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14 de junho de 2016

As marés incertas de Deb Schwedhelm

 

 

Corpos em contato com a água, ora totalmente submersos, ora emergindo do fundo. Uma relação que traz consigo um manancial de metáforas sobre a vida e o inconsciente, apresentada na série Uncertain Tides [Marés incertas], da fotógrafa norte-americana Deb Schwedhelm. Diante das fotografias, somos envolvidos pelos movimentos dos personagens e pela fluidez do elemento que os circunda.

 

 

 

 

Chama atenção o modo como a aparência da água varia no ensaio, indo de tons próximos do branco à escuridão completa – apresentando também, em alguns planos, uma variação cromática maior. São alternâncias que levam para o plano da imagem distintos simbolismos do elemento: da superfície que se modifica a cada segundo à profundidade inacessível aos olhos.

 

 

 

 

“Enquanto fotografo meus filhos e amigos, fotografo também a mim mesma, entrando e saindo de foco, permitindo que o mundo líquido ilustre a minha jornada”, reflete a fotógrafa. Ela destaca a reflexão em torno do “pertencimento” e do “senso de localização”, revelando um dado biográfico: “Por fazer parte do sistema militar, minha família vive com frequência em um mundo de incertezas – desterrada, sem âncora. O mar é uma alegoria para nossas vidas. Movendo-se com as marés, não temos outra escolha que não seja ir adiante, nadar e se manter flutuando em meio às mudanças”.

 

 

 

 

Nascida em Detroit, EUA, Deb Schwedhelm trabalhou por dez anos como enfermeira da Força Aérea norte-americana. É casada com um oficial da Marinha dos Estados Unidos, baseado no Japão. Deixou a carreira militar e passou a se dedicar integralmente à fotografia, paixão que tinha desde seus 20 anos. Desde então, possui uma trajetória profissional repleta de exposições e publicações de seu trabalho.

 

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