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16 de novembro de 2018

O ato fotográfico para além da fotografia – Feco Hamburger

Retrato de Fico Hamburger

 

Fotógrafo, artista e professor, Fernando Império Hamburger, conhecido como Feco Hamburger, nasceu em 1970 em São Paulo, onde vive até hoje. Estudou Física na Unicamp e Linguística na USP, mas se aproximou da fotografia se especializando em fine-art printing. Em suas obras, explora a percepção do tempo na trama entre uma relação visível com a natureza e o contraditório.

Feco é irmão do cineasta, roteirista e produtor Cao Hamburger, que dirigiu, dentre outras obras, o programa infantil Castelo Rá-tim-bum de 1994 até 1997 e o filme Xingu em 2011.

De 1991 a 1994, trabalhou como assistente de Bob Wolfenson, referência nacional como retratista, fotógrafo de nus e de moda. Em 1996, quando abriu seu próprio estúdio, Hamburger fotografou em diversos lugares do Brasil e até mesmo fora do país para revistas, capas de livros, discos e agências de publicidade. De lá pra cá, trabalhou com diversas marcas, como MTV, Tim, Pampers, Marie Claire, entre outras. No começo dos anos 2000, voltou-se para a pesquisa de novas linguagens fotográficas e outras mídias.

Em entrevista para o site do Pivô, espaço de arte contemporânea, Hamburger diz não saber se tem um processo criativo claro, às vezes tem uma ideia que surge de algum pensamento ou de uma imagem.

Sua primeira exposição individual, Noites em Claro, foi realizada em 2004 na Pinacoteca de São Paulo.

Foto: Feco Hamburger

Foto: Feco Hamburger

Seu trabalho já foi exposto na Pinacoteca do Estado de São Paulo – onde também possui acervo de obras -, no Museu de Arte Moderna e no Paço Imperial, no Rio de Janeiro. Em 2012, recebeu o Prêmio Abril de Jornalismo na categoria de melhor ensaio fotográfico e menção especial no Prêmio Brasil de Fotografia.

“O campo da arte é onde posso trabalhar com grau máximo de liberdade, ainda que na medida elástica do possível. Entre o controle e o deixar existir, as relações. As porosidades, o vazio, o contraditório. O tempo”, diz Hamburger em seu site. O artista entende seu trabalho para além da fotografia. Para ele, o ato fotográfico é um ponto de partida “para lidar com a coisa, sua natureza e condição, e não mais com seu objeto”.

Seu mais recente trabalho, chamado de Eppur si Muove, referência a polêmica frase de Galileu Galilei: “no entanto, se move”. Este projeto tem como intuito desafiar os limites da fotografia e da representação, para o fotógrafo há um espaço/tempo elástico entre o documento fotográfico e o sonho de mundo, é nisto que Feco se interessa.

Foto: Feco Hamburger. Hayabusa ou O falcão peregrino, 2018, Jato de tinta sobre papel de algodão e aço inox, 100 x 150 cm

 

Foto: Feco Hamburger. Moby Dick 2, 2018, Impressão jato de tinta sobre papel de algodão 90x150cm.

EPPUR SI MUOVE 6

Foto: Feco Hamburger. Via Lactea 3 Lago com 1 objeto voador, 2018, Impressão jato de tinta sobre papel de algodão, aço inox 71x160cm.

Redigido por Rafaela Knevitz
Hub ESPM-Sul

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