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22 de abril de 2016

Chris McCaw: o sol que queima a superfície fotográfica

 

 

Graças a uma noite em que dormiu mais que a cama, o norte-americano Chris McCaw obteve um resultado surpreendente em um experimento fotográfico. Certa noite, assim que o sol se pôs, McCaw posicionou uma câmera de grande formato – feita por ele próprio – para capturar o movimento das estrelas no céu. Abriu o obturador para a longa exposição e foi dormir, programando seu despertador para que pudesse acordar antes do amanhecer. O fotógrafo, no entanto, seguiu dormindo, e só pôde interromper a exposição após o nascer do sol – cuja luz intensa fatalmente tornaria inviável a imagem que ele buscava.

 

 

 

 

McCaw seguiu o processo de revelação e se deu conta de que, por acidente, havia chegado a outra possibilidade de fotografar o céu – e que dá origem a série Sunburn [algo como “queimadura do sol”]. “Esse projeto transformou a maneira como penso a fotografia e o mundo. Não apenas me vejo usando materiais fotográficos de modos que não imaginava, mas também tive que negociar realidades físicas de forma inédita”, conta McCaw.

 

 

 

 

As fotografias são feitas em papel fotográfico de gelatina de prata, em grande formato. O que varia são as exposições – por vezes, em séries interrompidas sequencialmente, ou mesmo utilizando negativos separados que depois formam uma única imagem.

 

 

 

 

Nascido na Califórnia em 1971, Chris McCaw tem formação em fotografia pela Academy of Art de San Francisco. Já realizou dezenas de exposições nos Estados Unidos e tem fotografias publicadas em diversas publicações norte-americanas e europeias.

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