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21 de outubro de 2016

A vida aquática de Silvie De Burie

 

 

O fascínio pela vida aquática faz com que a fotógrafa belga Silvie De Burie se desloque anualmente ao resort Portulano Dive, nas Filipinas, para fotografar recifes de corais. Ela passa períodos de três meses – de janeiro a março – no local, fazendo, ao todo, mais de cem mergulhos. Silvie chega a passar seis horas diárias embaixo d’água, alternando imersões que alcançam os 15 metros de profundidade.

 

 

 

 

A rotina habitual de Silvie transcorre na cidade belga de Gent, onde ela trabalha como guia turística, mas sua paixão pela vida submarina tem mais de uma década. Somente nos últimos anos, no entanto, ela passou a levar uma câmera consigo para registrar os recifes. Em entrevista à revista Wired, Silvie conta que o mais comum entre os mergulhadores é nadar sem dedicar maior atenção aos corais – os quais, para ela, são o verdadeiro tesouro dos mares.

 

 

 

 

“Cada fotografia revela um padrão gráfico colorido e fascinante, que se trata, na verdade, de uma colônia de pequeníssimos organismos. Os recifes dos oceanos estão aí há milhões de anos. Deveríamos dar atenção a esse grande baú de tesouros”, reflete a fotógrafa.

 

 

 

 

Silvie De Burie estudou artes audiovisuais, época em que começou a explorar a fotografia. Em seus mergulhos, usa lentes macro em câmeras devidamente protegidas da água, e ilumina os corais com duas unidades de flash eletrônico especialmente projetadas para fotografia submarina. Muitas vezes, segundo a fotógrafa, só no momento de tratar as imagens é que ela consegue ver, de fato, as cores e texturas, dada a dificuldade de enxergar com nitidez sem luz artificial. Uma dedicação, portanto, repleta de surpresas.

 

 

 

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