Um apanhado das fotos de Clóvis Dariano
Por mais diversificada que tenha sido a sua carreira, Clóvis Dariano sempre manteve ativo o trabalho autoral. Em certas épocas, fazia fotografia de culinária, em outras, de jóias, e seguiu se enveredando por vários temas publicitários. No entanto, foram os estudos em artes plásticas que o levaram para a fotografia em primeiro lugar e agora “a tendência é até se voltar ainda mais para o autoral”, afirma.
Para Dariano, tudo é influência, desde o teatro até o cinema e o desenho. “Eu sou muito ligado ao surrealismo. Não tenho grandes preferências, mas vou citar duas: as pinturas de René Magritte e as fotografias de Man Ray”. De fato, essa atmosfera de sonho típica do surrealismo aparece em alguns dos trabalhos de Dariano. E muitos deles, embora tenham base na fotografia, são frequentemente híbridos. “Eu procuro criar uma situação de indagação, uma história que envolva um pouco de magia, e que possua correlação com outras linguagens.”
A identidade do seu trabalho autoral foi construída ao longo de uma trajetória extensa e variada. Clóvis Dariano estudou pintura, desenho, gravura em metal e propaganda. Em 1970, abriu o seu próprio estúdio de fotografia e não largou mais a câmera. Associou-se aos maiores artistas plásticos do estado, com alguns dos quais fundou o “Nervo Óptico – uma publicação aberta às novas poéticas visuais”, e construiu um currículo invejável que inclui obras em coleções nacionais e estrangeiras.
No Curso de Fotografia, Clóvis Dariano vai ministrar aulas relacionadas à iluminação. O vídeo abaixo mostra um apanhado das suas fotografias realizadas entre a década de 1970 e o ano 2005 e é inspirado na exposição de caráter retrospectivo Re-Visões (Fundação Vera Chaves Barcellos, de out. 2006 a jan. 2007).











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