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10 de outubro de 2014

O Jardim das Delícias de Leopoldo Plentz

O interesse por objetos e materiais abandonados, sem valor de uso, já foram tema de três trabalhos recentes do professor do Centro de Fotografia da ESPM-Sul Leopoldo Plentz. Em Topografia, restos de árvores cortadas; em Arqueologia Urbana, itens de consumo amalgamados no asfalto; e em Coisas Inúteis, sobras do cotidiano. A partir de 18 de outubro, Plentz retoma o assunto, com fotos inéditas, na exposição Jardim das Delícias. A mostra integra o VI Festival Internacional de Fotografia Photovisa, realizado na cidade de Krasnodar, no sudoeste da Rússia.

Foto: Leopoldo Plentz

Foto: Leopoldo Plentz

Os rejeitos se confundem com o solo e parecem evidenciar um processo de transformação levado a cabo pela gravidade – inexorável, como lembra o professor – e pelo consumo. Outro conceito orienta a concepção do trabalho: o acúmulo, resultado da postura de colecionador do fotógrafo em relação aos objetos descartados que encontra pelas ruas.

Foto: Leopoldo Plentz

Foto: Leopoldo Plentz

As fotografias convidam o espectador a decifrar o que acontece no aparente caos das imagens. Nas palavras do professor, o trabalho “aborda temas universais e atemporais com elementos contemporâneos, gerando imagens que podem ser de nós mesmos, ou, no caso das fotografias aqui apresentadas, de coisas que não interessam mais enquanto coisas, mas apenas enquanto fonte de imagens”.

Foto: Leopoldo Plentz

Foto: Leopoldo Plentz

O festival russo sugere a seguinte pergunta aos fotógrafos que participam da sua programação: “O que é importante e precioso para mim?” Plentz responde: “O que me desperta a atenção são as coisas sem importância: casas velhas, um jardim mal cuidado, uma parede impregnada de imagens, um canto da minha casa, enfim, a percepção da beleza e da elegância que existe em tudo que é tocado pelo carinho do tempo”.

Foto: Leopoldo Plentz

Foto: Leopoldo Plentz

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